Passageiros da TAP recusam embarque em aviões de companhia parceira
Clientes alegam inferioridade em padrão na cabine da Hi Fly, companhia contratada pela TAP para minimizar efeitos da alta demanda no verão europeu
Luiz Fara Monteiro|Do R7

Clientes da TAP têm recusado embarcar em aviões alugados de outras companhias aéreas.
Só em um voo esta semana, por exemplo, 14 passageiros da classe executiva se recusaram a viajar de Lisboa para Rio de Janeiro, em um avião da companhia portuguesa Hi Fly, antiga Air Luxor, alegando que o conforto em primeira classe é inferior ao dos aviões da TAP, apurou a publicação Dinheiro Vivo.
A TAP assinou um acordo para utilizar aeronaves da Hi Fly, com objetivo de atender a alta demanda de passageiros durante o verão na Europa.
A CEO da TAP, Christine Ourmieres-Widener, admitiu que vários "clientes podem ficar desapontados", mas sublinha que "os passageiros são sempre informados [sobre a troca de aeronaves] antes de viajar", afirmou esta terça-feira, no final da conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro semestre da companhia.
Ourmieres-Widener admitiu que a TAP celebrou um contrato com a Hi Fly em regime de ACMI (aluguel de aviões, incluindo os pilotos, tripulação, manutenção e seguros) para fazer face "a um pico da procura", mas também porque "tem havido atrasos na entrega dos aviões Embraer".
"Trata-se de uma prática tradicional da indústria", afirmou.
Em julho, a TAP já tinha admitido uma situação de disrupção com 40% dos voos com atraso. Para mitigar os impactos negativos, a companhia decidiu então celebrar um contrato com a Hi Fly em regime de ACMI por um prazo de um mês para operar nas rotas de Punta Cana, Varsóvia e Viena.













