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Luiz Fara Monteiro
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Qatar Airways obrigada a retomar voos com o maior avião de passageiros do mundo

A380 retorna à operação em novembro. Decisão ocorre após falha inesperada na frota de outro modelo da Airbus, o A350.

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Com capacidade para mais de 500 passageiros e anunciado como o futuro da aviação comercial à época de seu lançamento, no início dos anos 2000, o Aibus A380 foi a primeira grande vítima dos céus no início da pandemia. Dezenas de companhias ao redor do globo anunciaram a aposentadoria precoce ou o recolhimento temporário da aeronave de 2 andares. Alto consumo de combustível e emissões, excesso de assentos e a escassez de rotas tornaram óbvia a decisão tomada por executivos das aéreas que investiram no maior avião de passageiros já construído. No Brasil, apenas a Emirates utilizou o A380 entre Doha e São Paulo.

Embora na matemática haja prejuízo operacional, em pelo menos uma companhia o A380 se tornou solução forçada para problemas inesperados.

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A Qatar Airways, que possui 10 desses modelos, anunciou recentemente que voltará a operar com pelo menos 5 Airbus A380 a partir de novembro. Isso porque um de seus principais investimentos estratégicos, a frota de modelos A350XWB (sigla para Extra Wide-Body), foi forçada em agosto a ficar no solo depois que investigações revelaram uma degradação na fuselagem muito mais rápida do que o previsto.

"No momento, estamos planejando voar cinco, mas talvez tenhamos que voar todos os dez", explicou Akbar Al Baker, CEO da companhia catariana, que já declarou arrependimento na aquisição dos modelos.

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Apesar da alegação praticamente unânime de prejuízo operacional entre companhias que utilizam o gigante A380, as três grandes do Oriente Médio tomaram decisões distintas: Na Emirates, a aeronave já voltou a voar. A Etihad enviou seus modelos para o armazenamento. Al Baker já havia anunciado a aposentadoria desses jatos da Qatar, mas voltou atrás.

A Airbus entregou 34 aeronaves A350-900 e 19 A350-1000 para a companhia de Doha. A Qatar inclusive foi co-investidora no programa de desenvolvimento do modelo, considerado por Al Baker como um dos substitutos do A380. Outros 40 modelos Boeing 787 Dreamliner também ajudam na substituição do A380. O CEO inclusive participou de vídeos institucionais da fabricante europeia durante a fase de testes do jato.

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Conhecido pelo estilo de falar sem rodeios, Akbar Al Baker cobrou a Airbus:

"Espero que tenham estabelecido a causa e corrigido o problema na fuselagem antes de recebermos qualquer outra aeronave A350".

A350XWB: frota em manutenção por problema na fuselagem
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O gigante A380 da Qatar: aposentadoria adiada
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