Terceira pessoa morre de malária em surto perto do aeroporto de Frankfurt
Governo alemão diz que a causa provável foi um mosquito Anopheles importado, transportado por uma aeronave

Uma terceira pessoa morreu de malária após um recente surto de casos ligados ao Aeroporto de Frankfurt, no que as autoridades alemãs descreveram como um surto extremamente raro da doença tropical relacionado ao tráfego aéreo.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, a administração municipal informou que a pessoa morreu no hospital de Frankfurt e era um dos dois moradores infectados que viviam no distrito de Schwanheim, nas imediações do aeroporto.
Os dois novos casos de malária no bairro foram relatados na terça-feira (15).
“Ambos os indivíduos foram infectados pelo parasita Plasmodium falciparum, causador da malária, embora não tivessem viajado para uma região endêmica de malária nem trabalhado no aeroporto”, diz o comunicado.
O Instituto Robert Koch – uma agência do governo federal alemão e instituto de pesquisa para o controle de doenças e saúde pública – afirmou que a causa provável foi um mosquito Anopheles importado, transportado por uma aeronave.
Armadilhas para mosquitos foram instaladas nos arredores do Aeroporto de Frankfurt numa tentativa de controlar o surto de malária., as duas pessoas recém-infectadas contraíram a doença de um mosquito que chegou à Alemanha em um avião ou na bagagem.
Seis funcionários do aeroporto de Frankfurt contraíram malária tropical, a forma mais perigosa da doença, em julho, disseram as autoridades. Dois deles morreram posteriormente.
A malária é uma doença transmitida por mosquitos, potencialmente fatal, e extremamente rara na Alemanha.
O parasita da malária é transmitido entre humanos por alguns tipos de mosquitos, mas não por contato direto de pessoa para pessoa.
A Fraport, operadora do aeroporto de Frankfurt, informou que instalou armadilhas para capturar mosquitos e enviou os insetos para um laboratório em Antuérpia, na Bélgica, em julho e agosto, mas os resultados ainda não estão disponíveis.
O Instituto Robert Koch informou que os funcionários contraíram a doença entre 4 e 6 de julho.
A malária aeroportuária – também conhecida como malária de mala ou malária odisseica – é definida como a transmissão de um mosquito infectado que fica preso em um avião ou na bagagem, sendo transportado para uma região livre de malária e, posteriormente, picando uma pessoa.
A raridade da doença significa que o diagnóstico pode ser atrasado, aumentando as chances de sintomas graves.
As autoridades de saúde alertaram os médicos próximos ao aeroporto para que considerem a possibilidade de malária em pacientes que apresentem febre.
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