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Luiz Fara Monteiro

União Europeia proíbe 169 companhias aéreas de operar na região

Total inclui transportadoras da Tanzânia e do Suriname. Entre os fatores estão escassez de pessoal qualificado, processos de supervisão ineficazes nas operações de voo e na aeronavegabilidade

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União Europeia divulga lista de companhias aéreas proibidas de operar na região William Alves

A Comissão Europeia atualizou hoje a Lista de Segurança Aérea do bloco que inclui companhias aéreas que estão sujeitas a proibições ou restrições operacionais na região por não cumprirem os padrões internacionais de segurança. Após a atualização de hoje, todas as transportadoras aéreas certificadas no Suriname e na Tanzânia foram incluídas na Lista e não podem mais operar na UE.

Companhias proibidas

Após a atualização de hoje, um total de 169 companhias aéreas estão proibidas de voar nos céus da UE: 142 companhias aéreas certificadas em 17 Estados, devido à supervisão inadequada da segurança por parte das autoridades da aviação desses Estados; 22 companhias aéreas certificadas na Rússia, bem como 5 companhias aéreas individuais de outros Estados, com base em graves deficiências de segurança identificadas: Air Zimbabwe (Zimbábue), Avior Airlines (Venezuela), Iran Aseman Airlines (Irã), Fly Baghdad (Iraque) e Iraqi Airways (Iraque). Duas companhias aéreas adicionais estão sujeitas a restrições operacionais e só podem voar para a UE com tipos específicos de aeronaves: Iran Air (Irã) e Air Koryo (República Popular Democrática da Coreia).


Garantia de segurança

Garantir o mais alto nível de segurança aérea para os europeus e todos os outros passageiros em viagem está no cerne da política de segurança da aviação da Comissão. Esta decisão baseia-se em graves preocupações de segurança identificadas durante avaliações conduzidas por especialistas em segurança da aviação da União Europeia. Eles revelaram que as autoridades da aviação civil nesses países não conseguem garantir o cumprimento dos padrões internacionais de segurança para as transportadoras aéreas.

No Suriname e na Tanzânia, as deficiências de segurança identificadas abrangem tanto as áreas operacionais quanto as regulatórias. Estas incluem a escassez de pessoal qualificado, processos de supervisão ineficazes nas operações de voo e na aeronavegabilidade, e o não cumprimento dos padrões internacionais de segurança por parte das autoridades da aviação civil e das transportadoras aéreas certificadas de ambos os países.


Contexto

A atualização de hoje da Lista de Segurança Aérea da UE baseia-se na opinião unânime dos especialistas em segurança da aviação dos Estados-Membros, que se reuniram em Bruxelas de 13 a 15 de maio de 2025, sob os auspícios do Comité de Segurança Aérea da UE. Este Comité é presidido pela Comissão Europeia com o apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA).

A Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu também apoia a atualização. As decisões no âmbito da Lista de Segurança Aérea da UE baseiam-se em normas internacionais de segurança, nomeadamente nas normas decretadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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