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Luiz Fara Monteiro
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Vai viajar de avião? Veja quais eletrônicos e baterias podem ir na bagagem de mão

Celulares e notebooks geralmente são permitidos na cabine, mas baterias avulsas e carregadores portáteis seguem regras específicas

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Antes de embarcar, é importante diferenciar aparelhos com a bateria instalada de baterias avulsas Imagem gerada por IA/Gemini

Celular, notebook, câmera, fones de ouvido e relógio inteligente fazem parte da bagagem de muitos passageiros. Embora esses eletrônicos sejam normalmente permitidos em viagens aéreas, as baterias de lítio exigem cuidados porque, quando danificadas ou submetidas a um curto-circuito, podem superaquecer e provocar incêndios.

Antes de embarcar, é importante diferenciar aparelhos com a bateria instalada de baterias avulsas. Também é necessário verificar a capacidade indicada em watt-hora, representada pela sigla Wh, e consultar eventuais regras adicionais da companhia aérea.

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Eletrônicos devem ficar preferencialmente na cabine

Celulares, tablets, notebooks, câmeras, leitores digitais e outros aparelhos de uso pessoal podem ser transportados na bagagem de mão. Em geral, dispositivos com baterias de até 100 Wh não exigem autorização prévia da empresa aérea.

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Caso um equipamento seja colocado na bagagem despachada, ele deve estar completamente desligado — e não apenas em modo de espera ou hibernação —, protegido contra danos e impedido de ligar acidentalmente. Ainda assim, a recomendação é levar os eletrônicos na cabine sempre que possível.

Durante a inspeção de segurança, notebooks e outros equipamentos maiores podem precisar ser retirados da mala, conforme as orientações do aeroporto.

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Carregadores portáteis não podem ser despachados

O carregador portátil pode ser útil para manter o celular disponível durante deslocamentos longos, especialmente quando o passageiro depende do aparelho para acessar cartões de embarque, mapas e reservas. No transporte aéreo, porém, o item é tratado como uma bateria avulsa e deve permanecer na bagagem de mão.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) proíbe carregadores portáteis na bagagem despachada. A orientação internacional da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também determina que power banks e baterias sobressalentes sejam levados exclusivamente na cabine.

As conexões devem ser protegidas contra curto-circuito. O passageiro pode conservar o item na embalagem original, cobrir terminais expostos ou colocá-lo individualmente em um estojo ou saco protetor.

Capacidade da bateria define a regra

A classificação considera a capacidade em watt-hora:

  • Até 100 Wh: geralmente permitida na bagagem de mão sem autorização;
  • Acima de 100 Wh e até 160 Wh: exige aprovação prévia da companhia aérea e está sujeita a limites de quantidade;
  • Acima de 160 Wh: normalmente não pode ser transportada como bagagem de passageiro.

A capacidade costuma aparecer no próprio aparelho ou em sua etiqueta. Quando a informação estiver apenas em miliampere-hora, o passageiro deve consultar o fabricante ou a companhia aérea antes do voo.

A orientação da IATA para 2026 prevê até dois carregadores portáteis de íons de lítio, cada um com no máximo 100 Wh. O documento também orienta que eles não sejam recarregados no avião nem guardados no compartimento superior. Como as empresas podem adotar condições mais restritivas, a consulta deve ser feita antes do embarque.

Atenção às malas inteligentes e baterias avulsas

Malas com rastreamento, balança eletrônica ou sistema para carregar dispositivos também precisam ser verificadas. Se a bateria for removível e a mala for despachada, o componente deve ser retirado e levado na cabine. Modelos com baterias não removíveis acima dos limites autorizados podem ser recusados.

Baterias danificadas, estufadas ou que apresentem aquecimento anormal não devem ser transportadas. Se a bagagem de mão precisar ser despachada no portão por falta de espaço, o passageiro deve retirar carregadores portáteis e baterias sobressalentes antes de entregá-la.

Como as regras podem variar conforme empresa, rota e tipo de equipamento, a orientação final é conferir a capacidade de cada bateria e consultar a companhia aérea com antecedência, principalmente no caso de drones, equipamentos médicos, malas inteligentes e dispositivos de maior potência.

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