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Do campo ao ketchup: a operação por trás de um dos produtos mais populares da mesa

Da escolha do híbrido ao processamento, tomate destinado à indústria passa por uma cadeia de seleção que começa muito antes da fábrica

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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O tomate destinado à indústria segue critérios específicos Foto: Arquivo pessoal

Quem pega uma embalagem de ketchup na prateleira provavelmente pensa no produto como algo que nasceu dentro de uma fábrica. Para a indústria, porém, a história começa muito antes — e pode ser definida ainda na escolha da semente.

“Para fazer o melhor ketchup do mundo, a gente precisa do melhor tomate do mundo”, disse Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil.

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O tomate destinado à indústria segue critérios específicos. São mais de 150 tipos de sementes, escolhidos de acordo com a região, o período de plantio e as condições de cultivo.

O objetivo não é apenas produzir mais tomates, mas produzir um fruto com as características necessárias para chegar à indústria e se transformar em um produto padronizado.

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A cor é um dos primeiros critérios.

“Ele precisa ter uma cor vermelha mais intensa do que os demais. O tomate tem que ser do vermelho mais intenso, além de atender a outros critérios de qualidade”, explicou.

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Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil Foto cedida: Kraft Heinz Brasil

Também entram na avaliação o grau Brix, que indica a concentração de sólidos solúveis, além da quantidade de açúcares naturais, ácidos e minerais.

“Brix, quantidade de açúcar, viscosidade... Para ele ser aprovado, a gente brinca que é como se fosse uma Olimpíada, uma maratona”, afirmou.

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A seleção continua depois da colheita. Na linha de processamento, a pasta também passa por avaliações. Se não apresentar as características esperadas, não é aprovada.

E existe ainda uma corrida contra o tempo. Depois de colhido, o tomate tem até seis horas para chegar à fábrica. A logística dá a dimensão da operação: são, em média, 100 caminhões por dia entre a fazenda e a unidade de Nerópolis (GO).

Do campo até a fábrica o tomate tem 6 horas para chegar e se transformar Foto cedida: Kraft Heinz

Esse nível de controle também ajuda a explicar por que a relação com os produtores é estratégica. A empresa trabalha com 15 parceiros responsáveis pelo cultivo de aproximadamente 5 bilhões de tomates por ano no Brasil.

A cadeia passou por uma transformação importante nos últimos anos. Quando a marca começou a ser produzida no Brasil, parte da matéria-prima precisava ser importada. Segundo a empresa, nos últimos cinco anos foram investidos R$ 1 bilhão em tecnologia, processos, pessoas e estrutura para reduzir essa dependência.

O tomate dentro do pote Foto cedida: Kraft Heinz

Em 2025, a companhia alcançou, pela primeira vez, 100% de produção nacional da pasta de tomate utilizada na operação brasileira. A partir daí, abriu espaço para novos produtos, entre eles o extrato de tomate Heinz e o ketchup zero.

“Essa autossuficiência permite que a gente possa inovar”, ponderou Ariel.

No fim da cadeia, o consumidor encontra uma embalagem de ketchup. Mas, por trás dela, existe uma operação que começa na genética, passa pelo campo, envolve produtores, tecnologia, logística e controle industrial.

Ou, como Ariel gosta de falar: “O ketchup é o tomate dentro do pote.”

Quer conhecer mais sobre o tomate da Kraft Heinz? Canal Mundo Agro Oficial

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Kraft Heinz*

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