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Empresa de Minas desenvolve projeto que deixa o solo mais saudável; entenda o processo

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais desenvolve um projeto que visa melhorar a estrutura e a fertilidade do solo

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Projeto Construindo Solos Saudáveis Foto cedida : Fotos: Rafael Soal/Emater-MG

Um terreno bem nutrido, poroso e com boa disponibilidade de água contribui para altas produtividades e ajuda a enfrentar os momentos mais difíceis provocados pelas mudanças climáticas.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) desenvolve o projeto “Construindo Solos Saudáveis”, utilizando plantas de cobertura que tornam o solo mais fértil, reduzem a erosão, aumentam a porosidade e favorecem a infiltração de água.


A técnica consiste em utilizar uma única espécie ou um mix de plantas de cobertura. As raízes dessas plantas atingem diferentes profundidades, favorecendo a aeração, rompendo camadas compactadas do solo e incorporando matéria orgânica. Entre as principais espécies usadas como plantas de cobertura estão as crotalárias, o trigo mourisco, o nabo forrageiro, o milheto e o guandu.

Após serem roçadas, as plantas permanecem no solo, formando uma palhada protetora que favorece o sistema de plantio direto.


Esse método, muito utilizado em lavouras anuais, permite que a semeadura do cultivo principal ocorra sobre a palha, sem necessidade de aração ou gradagem, evitando o revolvimento do terreno e preservando a estrutura e a fertilidade do solo.

“A proteção do solo é essencial para a recarga do lençol freático e para minimizar os efeitos do calor excessivo. Além disso, as plantas de cobertura contribuem para o equilíbrio do ecossistema, favorecendo o aumento da população de inimigos naturais das pragas”, explicou Kleso Franco Júnior, coordenador técnico da Emater-MG.


Desde 2021, várias Unidades Demonstrativas (UDs) foram instaladas em Minas Gerais, trazendo resultados positivos para os produtores. Até 2025, mil novas unidades demonstrativas foram implantadas em todas as regiões do estado, totalizando 1,8 mil UDs. Elas são cultivadas em consórcio com culturas comerciais, como café, frutas, hortaliças e grãos.

A técnica foi adotada na fazenda do produtor Rogério Morais Barroso, de Careaçu, no Sul de Minas. Ele instalou uma unidade demonstrativa em um hectare de café e ficou satisfeito com os resultados.


“A massa orgânica gerada por essas plantas de cobertura é impressionante. Vou devolver para o solo tudo aquilo que a gente tira com as lavouras. Essas plantas de cobertura também resolveram o problema que eu tinha com ervas daninhas. E ainda vou controlar a erosão, melhorar a fertilização e diminuir o calor do solo”, disse Barroso.

Ele adotou um mix com milheto, crotalárias e leguminosas e já pretende expandir o sistema para toda a área de café e para os 55 hectares onde planta milho para silagem.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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