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Relembre assassinatos políticos de grande repercussão no mundo

Milhares de pessoas saíram às ruas em protesto contra o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, ocorrido na quarta-feira (14)

Nosso Mundo|Eugenio Goussinsky, do R7

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Mensagem da vítima ganha força após assassinatos
Mensagem da vítima ganha força após assassinatos

A intolerância é teimosa. Em sua empáfia, acredita que com sua ira violenta irá calar aqueles que odeia. Mas nunca dá certo. Sempre que ela usa sua fúria assassina, uma onda contrária rebate a ação.

Foi assim com todos os políticos - ou ativistas com uma mensagem política - assassinados na história. Em vez do medo, a reação pacífica. Isso vem desde a Antiguidade até os dias atuais.


Nesta quinta-feira (15), milhares de pessoas saíram às ruas em protesto contra o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, defensora da igualdade de direitos e da justiça social, ocorrido na quarta-feira (14).

Outro caso conhecido foi o do ex-ministro da Justiça colombiano, Belisario Betancur, que em 1984 foi assassinado por representantes do Cartel de Medellín, na Colômbia, após iniciar uma campanha para desmobilizar o grupo.


Também na Colômbia, entre os vários assassinatos deste tipo, o então candidato a presidente Luis Carlos Galán Sarmiento (Partido Liberal), foi assassinado em 18 de agosto de 1989, após reunião em Soacha. Anos depois o filho de Escobar, Sebastián Marroquin, pediu perdão aos de Galán, Juan Manuel, Claudio e Carlos Fernando.

A luta política também provocou a morte do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, em maio de 1978, após ele ficar por dias sequestrado por membros das Brigadas Vermelhas, grupo de esquerda radical, que assassinou o político como uma mensagem contra a democracia-cristã.


Também na Itália, a máfia local organizou assassinatos de pessoas que lutavam contra os interesses criminosos da máfia. Foi assim que o juiz da Operação Mãos Limpas, Giovanni Falcone, foi assassinado em 1992, quando passava de carro pela estrada que ligava Trapani a Palermo.

Uma explosão, ordenada pelo mafioso Salvatore Totó Riína, pôs fim à vida do juiz, da esposa dele e de guarda-costas que o acompanhavam. 57 dias depois, o adjunto de Falcone, Paolo Borsellino, também foi assassinado por mafiosos, em Palermo, após a explosão da viatura em que estava.


Nos Estados, tais acontecimentos também ocorreram. O presidente Abraham Lincoln foi assassinado pelo ator e espião racista John Wilkes Booth, em 1865. John Fitzgerald Kennedy, presidente, foi morto em 1963. E o irmão de JFK, o candidato Bob Kennedy, foi atacado a tiros por Sirhan Bishara Sirhan, em 1968, morrendo como o candidato favorito para vencer as eleições presidenciais que se aproximavam.

Também em Israel os radicalismos motivaram tragédias, como a do jovem Haim Arlozoroff, então chefe da Agência Judaica, assassinado quando andava tranquilamente pela orla de Tel Aviv, refletindo sobre sua mensagem humanista e igualitária dentro de uma administração sionista.

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Itzhak Rabin, então primeiro-ministro, foi morto pelo radical Yigal Amir, em novembro de 1995, após obter um acordo de paz com a Autoridade Palestina, comandada por Yasser Arafat, em 1993.

Em várias ocasiões, os governantes árabes também foram vítimas desses assassinatos, como o rei Abdullah I, em 1951, e o presidente egípcio Muhammad Anwar Al Sadat, 1981, mortos a tiro em público por terem negociado com Israel. A lista é incontável. Mas todas essas mortes têm algo em comum, além da brutalidade.

Produzem um efeito contrário ao desejado pelo assassino. O silêncio da vítima ensanguentada, então, dura poucos segundos após os estampidos. E se transforma em clamor, multiplicando a mensagem, que vai se esvaindo até o último suspiro, para se tornar a voz ensurdecedora de todos que ela representa.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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