Roubaram a paz e a segurança de dentro dos carros em São Paulo
As estatísticas só confirmam a triste e assustadora realidade que vivemos na maior cidade do país

Oi, prazer! Paloma Poeta. Apresentadora da RECORD e agora colunista do R7. Todos os dias a gente se fala pela televisão. São várias as notícias diariamente. E, pra dar tempo de colocar tudo no ar, nem sempre a gente consegue conversar sobre as histórias que contamos. Repercutir o que está em alta. Ou ainda falar de relatos pessoais, que talvez você se identifique. Por isso, agora, a gente se fala por aqui também. Seja muito bem-vindo!
E, na minha estreia por aqui, peço licença pra misturar uma matéria que demos essa semana no Fala Brasil e um relato pessoal.
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Na quinta-feira (22), mostramos um dado alarmante e que confirma uma triste realidade vivida pelos motoristas e passageiros de carros em São Paulo: são 21 roubos por hora!!! Quase uma média de 1 a cada 3 minutos. É MUITA coisa.
Há cerca de um ano e meio, fui vítima da tal gangue do quebra-vidro. Estava em um carro de aplicativo porque achei que seria mais seguro num sábado à noite. Ia jantar com minha irmã e um amigo e estava com muito sono. Tive receio de dirigir assim ou até mesmo de decidir tomar um drink no jantar e estar de carro.
Faltavam menos de dois quilômetros pra chegar quando o carro parou no trânsito. E aí senti um impacto muito forte. Um estrondo. Cheguei a achar que tinham batido no carro… até olhar pro meu colo: levaram minha bolsa, meu celular e a tranquilidade que eu ainda tinha dentro de um carro.
Ingênua? Talvez. Me machuquei um pouco também, com os estilhaços da janela. E fiquei em pânico depois do susto. Depois, pensei: e imagina quem tem uma arma apontada pro rosto? Outra “modalidade” dos criminosos que vemos e noticiamos TODOS os dias.
Fiquei sem celular, sem ter como me comunicar e com minha irmã me esperando. Por isso, pedi ao motorista que me deixasse no destino final da corrida. Quando entrei no restaurante, o garçom já sabia de cara o que tinha acontecido comigo. Disse que era muito comum naquela região.
Lembrei de quando vinha a São Paulo esporadicamente e um motorista de aplicativo me alertou: “Espera passar esse trecho pra usar o celular porque aqui eles quebram o vidro e levam”.
Hoje, não há mais tal região perigosa. Todas são. Até o aplicativo de GPS agora alerta sobre ladrões, tal qual avisa de radares, buracos ou obras na via. Passei a mandar áudios rápidos quando a mensagem é urgente, dizendo que “tô no carro, assim que entrar em um lugar seguro, te respondo”.
O celular vai embora em questão de segundos. Aliás, os dados apontam que há ações que duram menos de dez segundos.
Eu levei alguns minutos pra entender o que tinha acontecido. Enquanto o celular ia embora num passe de mágica, ficava comigo a sensação de impunidade e a revolta de ver alguém levando algo seu (caro e importante) em um piscar de olhos.
Fora a quantidade de transações financeiras que fizeram na sequência com meu celular (eu mesma jamais teria conseguido fazer tantas, em tão pouco tempo, tarde da noite).
A solução? Uma que funcione mesmo? Confesso que não sei. E espero que alguém saiba e resolva. Quem ocupa cargo público de governo precisa saber e resolver.
Porque banalizar tal tipo de crime nunca foi o caminho, na minha percepção. Não pode ser certo a gente adaptar a vida pra fugir dos criminosos: em casa, no carro, caminhando pela calçada. Cada vez mais, a gente tem menos paz.
Confira a reportagem completa do Fala Brasil aqui
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