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Desde que a Lei do Feminicídio foi sancionada, Câmara registra mais de 5 mil projetos sobre violência contra a mulher

Em dez anos, a Casa aprovou 77 propostas de combate à violência contra a mulher

R7 Planalto|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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A legislação aumentou a pena para o homicídio qualificado , de 12 a 30 anos de reclusão Arquivo Agência Brasil

Sancionada em 9 de março de 2015, a Lei do Feminicídio considera feminicídio o homicídio cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, incluindo violência doméstica e familiar ou menosprezo à condição da mulher.

A legislação ampliou a pena do homicídio qualificado — de 12 a 30 anos de reclusão — e incluiu o feminicídio no rol de crimes hediondos, com maior rigor na aplicação da lei. Em 2024, uma nova norma tornou o feminicídio um crime autônomo e elevou a pena para um intervalo entre 20 e 40 anos.

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Em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça, 1.184 mulheres foram mortas em casos de feminicídio até outubro, sem contabilizar os números de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em média, 14 mulheres sofrem tentativa de feminicídio por dia, enquanto três são assassinadas.

Na Câmara dos Deputados, desde 2015, parlamentares apresentaram 5.771 projetos relacionados à violência contra as mulheres. Nesse período, 2025 registrou o maior volume de proposições, com cerca de 1.400 textos protocolados.

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Parte das propostas prevê medidas como estabilidade no emprego e prioridade na contratação de mulheres vítimas de violência. Outras iniciativas determinam a participação obrigatória do agressor em programas de intervenção comportamental como condição simultânea à concessão de medidas protetivas de urgência.

De autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), um dos projetos propõe a criação do Sistema Nacional de Alerta Imediato de Risco Feminicida. Entre outros pontos, a iniciativa prevê o monitoramento eletrônico obrigatório do agressor em situações classificadas como de alto risco. Todas as propostas seguem em tramitação.

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Do total apresentado, 77 projetos foram aprovados pela Câmara nos últimos dez anos, incluindo uma proposta que determina a publicação periódica de relatórios do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres.

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