Logo R7.com
RecordPlus
R7 Planalto

Justiça militar julgou pelo menos 53 casos de violência contra a mulher desde 2018

Cármen Lúcia cobra que tema seja tratado na justiça comum; assunto ganhou repercussão após caso de coronel suspeito de matar esposa

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Desde 2018, a Justiça Militar julgou 53 casos de violência contra a mulher.
  • A repercussão aumentou após o caso do coronel Geraldo Leite, acusado de feminicídio.
  • A ministra Cármen Lúcia criticou a competência da Justiça Militar para julgar esses crimes.
  • Cármen afirmou que homicídios devem ser tratados como crimes, não como casos militares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso PM Gisele: imagens ajudam a desmontar tese de suicídio e tornar coronel réu por feminicídio
Gravações ajudaram a desmontar tese de suicídio e tornar coronel réu por feminicídio Reprodução/RECORD - arquivo

A Justiça Militar foi responsável por julgar pelo menos 53 casos de violência contra a mulher desde 2018, segundo levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto. A competência do STM (Superior Tribunal Militar) para julgar tais crimes passou a ser questionada pela população após a repercussão do caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana.

Os registros contabilizados pela coluna envolvem tipificações como violência doméstica e psicológica contra a mulher, além de feminicídio.


Leia mais

Após a repercussão da morte da PM Gisele — em que o tenente-coronel Geraldo Leite teve uma série de privilégios antes de ser detido —, a própria ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, chegou a questionar a competência da Justiça Militar.

Em discurso no Tribunal de Contas da União, no começo de março, a ministra classificou a situação atual de “barbárie”.


“Vivo agora uma outra luta, que é: julgamento feito quando se trata de feminicídio de alguém de uma força de segurança, a Justiça Militar resolveu que o julgamento é dela. Não, o julgamento é do juiz responsável por crime”, afirmou.

Cármen acrescentou que, quando o crime é cometido por forças da segurança, não é um coronel ou tenente o suspeito, mas sim “um homem matando uma mulher” e, por isso, o caso “tem que ser julgado desse jeito”.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.