Mais de 5.000 páginas e Lulinha sob análise: o que se sabe do relatório da CPMI do INSS
Relator tem prometido ‘não poupar ninguém’ e trabalha com lista de indiciados; filho de Lula ainda é incógnita
R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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Um relatório técnico que “não poupe ninguém”, mas apresente indiciados apenas se houver provas: esta é a promessa do relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), para o documento que sintetiza a investigação ligada ao instituto.
A peça está sendo elaborada com uma equipe técnica e conta com mais de 5.000 páginas. Um dos destaques será o trecho voltado às fraudes por empréstimos consignados.
O relatório também vai propor uma lista de indiciados — com a relação de pessoas consideradas culpadas. O nome de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e de presidentes de associações ligadas a aposentados estão no documento.
Segundo apurou o R7 Planalto, o relator organizou todos os nomes que passaram pela comissão e tem cruzado informações para avaliar se existem provas suficientes para pedir indiciamento.
Isso coloca em xeque a possibilidade de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja considerado culpado. O entorno de Gaspar defende que o filho do presidente Lula também seja indiciado, mas faltam evidências na comissão.
Lulinha não prestou depoimento e os dados da quebra de sigilo não chegaram ao colegiado. Parlamentares aprovaram o acesso a informações bancárias detalhadas do filho do presidente, mas a medida foi considerada invasiva pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Sem provas, a peça deve apenas narrar informações ligadas a ele, sem propor o indiciamento. Gaspar trabalhará no material durante o fim de semana e, caso a CPMI não seja prorrogada, fará a leitura do texto na próxima quarta-feira (25), com votação no dia seguinte.
Nos bastidores, há a avaliação de que o texto final pode não ser aprovado. Um relatório alternativo também está sendo elaborado por governistas.
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