Novo deve lançar candidato próprio à Presidência da Câmara e descarta apoio a Motta
Deputado Gilson Marques afirma que rejeição à reeleição do atual presidente é unânime no partido, mas candidatura ainda não foi definida
R7 Planalto|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O partido Novo deve lançar um candidato próprio à Presidência da Câmara dos Deputados para disputar o comando da Casa com Hugo Motta (Republicanos-PB) em fevereiro de 2027.
A possibilidade foi confirmada pelo deputado Gilson Marques (Novo-SC), que descartou qualquer acordo para apoiar a reeleição do atual presidente.
“Em nenhuma hipótese o Novo apoiará o Motta”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, a posição é unânime dentro da legenda, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão sobre o lançamento de uma candidatura própria.
“Provavelmente, sim. Mas ainda não deliberamos sobre isso. Mas é unânime que não apoiaremos o Motta”, disse Marques, ao ser questionado sobre os planos do partido.
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Motta tem articulado apoios de partidos para consolidar sua reeleição. O presidente da Câmara antecipou as movimentações ainda durante a campanha presidencial, diante das incertezas sobre a composição política da próxima legislatura.
Na terça-feira (27), a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, anunciou apoio à recondução de Motta.
A decisão foi tomada por unanimidade e amplia a aliança do deputado com partidos de centro, entre eles PSD, MDB, União Brasil, PP, Podemos e Republicanos.
A federação, que terá 88 deputados na próxima legislatura, justificou a adesão pela necessidade de construir uma base parlamentar capaz de garantir a votação de propostas do novo governo Lula.
Apoio da maioria
Com o apoio da esquerda e de partidos do Centrão, Motta reúne adesões de legendas que, somadas, terão mais da metade das 513 cadeiras da Câmara. A eleição, porém, é secreta, e o apoio das direções partidárias não garante os votos de todos os deputados.
Além do Novo, entre as siglas que não formalizaram apoio à reeleição, estão o PL e o Psol.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada da Câmara a partir de fevereiro e também avalia disputar o comando da Casa.
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