O que ainda falta para DF e Goiás reduzirem a passagem dos ônibus do Entorno
Segundo secretário Cristian Viana expectativa é que este ano governos avancem em consórcio para manter tarifa na média de R$ 8
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Com a Secretária do Entorno do Distrito Federal prestes a completar um ano desde sua recriação pelo governador Ibaneis Rocha, o titular da pasta, Cristian Viana, conversou com o R7 Planalto para falar sobre as principais expectativas para 2026.
Estão no radar da sua gestão duas ações prioritárias para a população do Entorno: o consórcio para reduzir o preço da passagem dos ônibus e uma parceria para melhorar o atendimento médico nessas regiões.
O que está mais avançado é a questão do transporte interestadual, hoje sob responsabilidade da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Atualmente, as tarifas dos ônibus que ligam o Entorno ao DF são pagas totalmente pelos usuários, sem subsídio do governo.
Com o consórcio, Goiás e DF destinariam recursos para as empresas de ônibus para garantir um transporte de qualidade e a um preço menor.
“Hoje os governos sofrem pressão da população, mas não têm competência normativa para agir [e conseguir melhorar a qualidade do transporte]. O consórcio vai mudar isso”, explica o secretário.
Apesar disso, as negociações ainda enfrentam certos entraves técnicos e jurídicos. A ANTT, por exemplo, sinalizou que a União não quer participar do consórcio, e havia a indicação de transferir os passivos contratuais para as duas unidades da federação que ficariam responsáveis pelo transporte na região.
O secretário, contudo, ressalta que o DF e Goiás não podem “assumir problemas antigos sem clareza”. O R7 Planalto entrou em contato com a ANTT, mas até a publicação desta reportagem, não obteve posicionamento. O espaço segue aberto.
O documento do consórcio já está sob análise do governo goiano.
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Como vai funcionar?
Viana espera pela redução das passagens até o fim do ano. Quando firmaram o acordo inicial, a expectativa dos governos era manter a média do valor do transporte em R$ 8. O secretário, no entanto, explica que isso ainda depende de cálculo atualizado.
Depois que o consórcio for acertado, DF e Goiás vão entrar em contato com as empresas para congelar o valor das tarifas. Nesse intervalo, o governo vai levantar o número de passageiros que transitam diariamente nas diferentes rotas, para mapear a demanda real e calcular qual o valor necessário de subsídio para as empresas.
A medida é defendida por Viana: “Subsídio não é dar dinheiro para empresa. É política pública de mobilidade. Assim como o governo subsidia medicamentos para garantir acesso, pode subsidiar transporte para garantir o direito de ir e vir”.
Saúde integrada
Outro objetivo da pasta é integrar os sistemas de saúde, para corrigir as “duplicidades, informalidades e deslocamentos desnecessários” entre DF e Entorno.
“Pessoas do Entorno acabam reguladas para hospitais a centenas de quilômetros, enquanto a rede do DF absorve grande parte da demanda sem planejamento conjunto”, conta.
A solução em estudo envolve convênios de cooperação para integrar a regulação, otimizar o uso da rede existente e, no médio prazo, avaliar a criação de um consórcio também na área da saúde.
Além disso, a pasta estuda a criação de um Fundo de Desenvolvimento do Entorno, para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento econômico local, com geração de empregos e retenção de profissionais.
Para o secretário, a combinação entre consórcio de mobilidade, integração da saúde e fundo regional pode representar uma virada histórica para o Entorno do DF.
“Não é algo que se resolve da noite para o dia, mas é uma mudança estrutural. Pela primeira vez estamos tratando o Entorno como ele é: uma região integrada, que precisa de soluções conjuntas e permanentes”, concluiu.
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