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Saiba como estudar para concursos com apenas duas horas livres por dia

Confira um plano de estudos para quem trabalha o dia todo

Radar dos Concursos|Felipe GratonOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudar para concursos com apenas duas horas diárias é possível com a estratégia certa.
  • Importante alternar matérias e evitar estudar conteúdo semelhante em sequência para melhorar a retenção.
  • Montar um ciclo de estudos, priorizando as disciplinas mais relevantes e mantendo consistência diária é crucial.
  • A produtividade aumenta quando se tem um plano claro de estudos, evitando decisões impulsivas ao iniciar cada sessão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Concurseiro estudando e trabalhando.
Estudar e trabalhar é a rotina da maior parte dos concurseiros Inteligência Artificial/Gemini

Eu conheço bem a rotina de quem estuda para concurso enquanto trabalha. Acorda cedo, enfrenta o trânsito ou o transporte público, passa oito, nove, dez horas no serviço, chega em casa cansado, tenta abrir o caderno e sente aquela mistura de culpa com exaustão. Culpa por não ter estudado. Exaustão por não ter mais energia para começar.

É a realidade de quem escolheu um caminho difícil sem abrir mão da vida que já tem. E existe um jeito de estudar que respeita essa realidade sem abrir mão da aprovação.


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Evite esses erros

O primeiro erro de quem trabalha e estuda é tentar imitar o concurseiro de tempo integral. Aquele candidato que estuda dez horas por dia, que tem a manhã livre para revisão e a tarde para questões.

Esse não é o seu perfil. E se você continuar comparando sua rotina com a dele, vai se sentir atrasado para sempre, mesmo quando estiver avançando.


A pergunta certa não é quanto tempo você consegue estudar. A pergunta certa é qual é o melhor uso do tempo que você tem.

Para começar, foque em estudar duas horas por dia. Isso equivale a uma média de catorze horas por semana, que é o volume mínimo para você enxergar evolução consistente ao longo do tempo.


Vai ter dia em que você consegue só uma hora. Não tem problema. O que importa é compensar nos dias seguintes e manter a média. Uma semana forte depois de uma semana fraca é parte do processo, não sinal de fracasso.

Mas atenção: duas horas por dia não significa sentar e estudar a mesma matéria por dois blocos seguidos até acabar o tempo. Esse é um dos erros mais comuns e um dos que mais desperdiça esforço.


O modelo que funciona é estudar 50 minutos por matéria com 10 minutos de intervalo antes de trocar. Evite ao máximo usar todo o seu tempo do dia estudando um único conteúdo. Isso não é apenas uma questão de cansaço. É uma questão de como o cérebro aprende.

Alternar as matérias ao longo do dia fortalece a memória. Quando você muda de assunto, o cérebro precisa recuperar o conteúdo anterior em um momento futuro, e é exatamente nesse esforço de recuperação que a fixação acontece.

Esse princípio está alinhado ao que o cientista John Dunlosky publicou sobre aprendizagem eficaz: contatos espaçados com o mesmo conteúdo ao longo do tempo produzem resultados muito superiores a longas sessões concentradas em um único dia.

Outro detalhe importante na hora de montar sua sequência de estudos: evite colocar matérias muito parecidas uma imediatamente após a outra. Direito Processual Civil logo depois de Direito Processual Penal, por exemplo, gera interferência. O conteúdo se mistura e a retenção cai.

Se você mudar o estímulo, o cérebro consegue trabalhar melhor e rende mais, mesmo após já ter estudado bastante no dia. Depois de Português, coloque Matemática ou Raciocínio Lógico. Depois de uma matéria jurídica, vá para algo de natureza diferente.

Para organizar tudo isso, o melhor caminho é montar um ciclo de estudos. Não uma grade com dias e horários fixos, mas uma ordem definida de matérias que você vai seguindo ao longo da semana. Você termina uma matéria, passa para a próxima da lista. O ciclo se repete.

As matérias mais difíceis, com mais conteúdo ou que mais pontuam no seu edital, precisam aparecer com uma frequência maior dentro desse ciclo. As matérias mais leves ou com menor peso aparecem com menos frequência. Isso garante que você distribua seu esforço de forma proporcional ao retorno de cada conteúdo na prova.

Construa um plano de estudos em cima de princípios claros

O primeiro é prioridade, não quantidade. Você não vai conseguir estudar todos os conteúdos com a profundidade que gostaria. E não precisa. Identifique as disciplinas com maior peso no edital e concentre entre sessenta e setenta por cento do seu tempo nelas. Quem trabalha não pode desperdiçar esforço em conteúdo de baixo retorno.

O segundo é consistência diária, mesmo que por pouco tempo. Trinta minutos todo dia valem mais do que quatro horas no sábado. O cérebro aprende por repetição distribuída ao longo do tempo, não por maratonas isoladas.

O terceiro é proteger o fim de semana para o que não cabe durante a semana. Durante a semana, use os pequenos blocos para teoria e questões rápidas. No fim de semana, reserve ao menos duas horas ininterruptas para simulados, revisão de erros e leitura mais aprofundada.

Existe um detalhe que poucos falam: cansaço físico não é o maior inimigo de quem estuda após o trabalho. O maior inimigo é a falta de uma decisão tomada com antecedência sobre o que estudar.

Quando você senta para estudar sem saber por onde começar, o cansaço vence. Quando você senta já sabendo exatamente o que abre, o que resolve e quando para, a produtividade aparece mesmo nos dias mais pesados.

Monte uma lista semanal simples. Cinco ou seis itens. Cada item é uma sessão de estudo com tema definido e tempo estimado. Não precisa ser sofisticado. Precisa estar escrito antes de você sentar.

Tem mais um ponto que precisa ser dito com clareza sobre o início da jornada: nos primeiros meses, você tem dois objetivos principais, e eles não são os que a maioria imagina.

O primeiro objetivo é criar consistência e disciplina. O segundo é aprender a aprender. Não é decorar conteúdo. É entender como você aprende, o que funciona para a sua cabeça, qual sequência te deixa mais produtivo, quanto tempo você aguenta com qualidade antes de precisar de uma pausa. O ritmo vem com o tempo. A capacidade melhorada vem com o tempo. Mas a base para isso tudo se constrói nos primeiros meses, quando você ainda está lento e ainda está errando muito.

Eu já acompanhei centenas de alunos que aprovaram com esse modelo. A maioria não tinha mais de duas horas por dia disponíveis. O que eles tinham era método, prioridade e constância. Chegavam no dia da prova sem ter estudado tudo, mas tendo estudado o suficiente, e isso fez toda a diferença.

Se você está nesse momento achando que não tem tempo para passar em um concurso, eu quero te dizer uma coisa com toda a clareza: o tempo que você tem pode ser suficiente. O que precisa mudar não é a sua agenda. É a forma como você usa o que ela oferece.

Comece hoje. Com o que você tem. Pelo tempo que tiver disponível.

Aprovação não é para quem tem mais tempo. É para quem usa melhor o que tem.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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