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Participação nos lucros e metade do ano de folga: 7 curiosidades sobre concursos públicos

Da remuneração à atividade, uma lista de fatos que você provavelmente não sabia

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Concursos públicos oferecem mais vantagens do que apenas estabilidade e salário fixo, incluindo Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
  • Empresas como o Banco do Brasil e a Petrobras pagam bônus significativos, com benefícios que podem ultrapassar R$ 17 mil para técnicos em funções offshore.
  • Servidores públicos têm acesso a reajustes salariais previstos em contrato e licenças para capacitação, garantindo crescimento na carreira.
  • Estabilidade no serviço público permite que servidores estudem para promover sua carreira, sendo uma opção vantajosa em comparação ao mercado privado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mulher concursada em frente ao prédio do Tribunal de Justiça
As vantagens da carreira pública ainda surpreendem muitas pessoas. Inteligência Artificial/Gemini

Quando a maioria das pessoas pensa em concurso público, vem logo à cabeça a estabilidade e um salário fixo. É uma visão real — mas incompleta.

O setor público brasileiro esconde um conjunto de vantagens que poucas pessoas conhecem antes de começar a estudar, e que mudam completamente o cálculo de quem está decidindo se vale a pena investir na carreira pública.


1. Existem concursos que pagam participação nos lucros

Isso mesmo. Algumas das maiores estatais brasileiras realizam concursos públicos e, depois de aprovado, o servidor recebe PLR (Participação nos Lucros e Resultados) anualmente — da mesma forma que um funcionário de banco privado ou grande empresa.

O Banco do Brasil pagou em 2025 o maior bônus entre as estatais federais, com PLR de até R$ 372,8 mil a alguns funcionários, segundo dados repassados ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI).


É claro que esse é o valor máximo, mas mesmo os valores médios impressionam: na Caixa Econômica Federal, os valores integrais de PLR ficaram entre R$ 10,7 mil e R$ 38,5 mil, com média de R$ 24 mil em 2025.

E a Petrobras? O edital prevê participação nos lucros e gratificação por desempenho, além de previdência complementar em que a empresa contribui com valor igual ao do funcionário. Tudo isso acessível via concurso público.


2. Há concursos com metade do ano de folga

Poucos candidatos sabem, mas existem concursos públicos para trabalhar embarcado em plataformas de petróleo. A Petrobras e a Transpetro — subsidiária responsável pelo transporte de petróleo — realizam seleções abertas ao público para cargos técnicos em regime offshore.

A escala mais comum para os funcionários da Petrobras é de 14 dias de trabalho por 21 dias de folga, o que significa que o profissional trabalha menos da metade do ano com remuneração integral.


Durante o período de embarque, o colaborador tem todas as despesas de moradia e alimentação custeadas pela empresa, possibilitando uma economia financeira significativa — e ainda mantém o auxílio-alimentação integral mesmo quando está embarcado.

Técnicos embarcados podem receber mais de R$ 17 mil líquidos mensalmente, em cargos acessíveis a profissionais com formação técnica, sem necessidade de curso superior , conquistados exclusivamente por concurso.

3. O salário cresce automaticamente com o tempo

No setor privado, aumento de salário depende de negociação, avaliação de desempenho favorável ou mudança de empresa. No serviço público, parte desse crescimento é automático.

Na esfera pública, profissionais concursados têm direito automático ao adicional por tempo de serviço após determinado período de exercício contínuo, com concessão que segue critérios estabelecidos por legislações específicas e normalmente não exige solicitação do servidor, sendo aplicada de forma automática pela administração pública.

Esses adicionais — conhecidos como anuênios, triênios ou quinquênios, dependendo do cargo e do ente — se acumulam ao longo da carreira e chegam a representar uma parcela relevante do salário total depois de 10, 15 ou 20 anos de serviço. É remuneração crescente garantida por lei, não por negociação.

4. Três meses remunerados para estudar

Muitos servidores estaduais e municipais ainda têm acesso à chamada licença-prêmio: um direito concedido aos servidores que lhes dá direito a três meses de férias remuneradas a cada cinco anos de serviço contínuo, ou a converter esses três meses em tempo de aposentadoria.

No âmbito federal, o equivalente atual é a Licença para Capacitação, que permite ao servidor se afastar com remuneração para realizar cursos de aperfeiçoamento profissional.

Na prática, o servidor tem direito a pausas remuneradas periódicas ao longo da carreira para se qualificar — um benefício inexistente na iniciativa privada para a grande maioria dos trabalhadores.

5. Benefícios equivalem a um salário extra por mês

Quando se calcula a remuneração real de um servidor federal, é preciso somar os benefícios mensais ao salário. E esse conjunto é mais robusto do que a maioria imagina.

O auxílio-alimentação dos servidores federais passou de R$ 458 em 2022 para R$ 1.000 em 2024, e chegou a R$ 1.175 a partir de dezembro de 2025 — um reajuste acumulado de mais de 156% em quatro anos. Somados o auxílio-saúde e o auxílio-creche, quem recebe os três benefícios acumula mais de R$ 1.800 extras por mês, fora do salário base.

Os reajustes recentes priorizaram servidores com menores salários e maior faixa etária, alcançando aproximadamente 876 mil beneficiários entre ativos, aposentados, dependentes e pensionistas. Esse pacote não aparece no contracheque, mas está no orçamento real de quem escolhe a carreira pública.

6. Há reajuste salarial garantido por contrato

No mercado privado, reajuste salarial é sempre uma incerteza. Depende da saúde financeira da empresa, da relação com o gestor, da conjuntura econômica. No serviço público federal, isso é diferente.

Os acordos firmados entre o Governo Federal e as entidades representativas dos servidores preveem reajuste de 9% a partir de janeiro de 2025 e de 5% a partir de abril de 2026, incidindo sobre a remuneração total, incluindo gratificações — acordos válidos para todos os servidores civis efetivos do Poder Executivo federal.

Isso significa que quem passou em concurso federal já sabe, com antecedência, qual será o percentual de aumento no salário nos próximos anos. Planejamento financeiro de longo prazo com uma previsibilidade que o mercado privado raramente oferece.

7. Portas abertas para outros concursos mais vantajosos

Talvez a curiosidade menos óbvia de todas: ser servidor público não significa ficar preso a um cargo pelo resto da vida. Ao contrário — a estabilidade que o concurso proporciona cria as melhores condições para continuar estudando e evoluir para cargos mais bem remunerados.

Muitos servidores aprovados em cargos de nível médio estudam durante a jornada de trabalho estável para concursos de nível superior, de órgãos mais valorizados ou com maiores salários.

Diferentemente de quem está no mercado privado e precisa conciliar estudos com a instabilidade de um emprego que pode acabar a qualquer momento, o concursado estuda com a rede de segurança da estabilidade embaixo.

Essa é, na visão de muitos aprovados, a maior vantagem não declarada do serviço público: ele não é o destino final — é a base de lançamento.

O serviço público vai muito além do que parece

Estabilidade é só a ponta do iceberg. O servidor público brasileiro tem acesso a um ecossistema de benefícios, progressões, proteções e oportunidades que a maioria dos trabalhadores da iniciativa privada nunca vai conhecer.

PLR em estatais, trabalho embarcado com metade do ano de folga, reajustes garantidos por contrato, licenças remuneradas para se qualificar, pacotes de benefícios que somam mais de R$ 1.800 por mês e uma base sólida para continuar crescendo na carreira — tudo isso está disponível para quem decide investir no estudo e passar em um concurso público.

A carreira pública não é um plano B. Para quem conhece as regras do jogo, ela é, em muitos aspectos, a melhor decisão profissional que um brasileiro pode tomar.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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