Preço das frutas negociadas no atacado cai em janeiro, diz Ceagesp
Abacate geada e o maracujá doce foram negociados pela metade do preço; limões ficaram 30% mais baratos no início do ano

Os preços das frutas mais consumidas pelos brasileiros desabaram em janeiro e contribuíram para outra forte baixa no Índice de Preços do Ceagesp, que terminou o primeiro mês do ano com queda de 5,52%, após uma redução de cerca de 3,30% em dezembro.
O Índice Ceagesp, que desde 2009 avalia 158 itens comercializados nas Ceasas do país, selecionados pela importância em cada setor, constatou, por exemplo, que em média os preços do abacate geada e do maracujá doce recuaram mais de 50%. Mas cotações de outras frutas também cederam.
Entre as 48 frutas cujos preços os economistas do Ceagesp acompanham mensalmente, 65% apresentaram redução de preço em janeiro. O limão Taiti, outro exemplo, teve preço médio quase 35% menor, e o maracujá azedo perdeu quase 30% do valor.
Alguns produtos, no entanto, tiveram preços mais altos: a laranja lima subiu em média 32% (R$ 6,26 o quilo) e as mangas aumentaram cerca de 13%, com a variedade Tommy (a R$ 3,13 o quilo) e Palmer (a R$ 2,88 o quilo). As melancias também ficaram em média 8% mais caras (R$ 1,92 o quilo).
Mas como muitas frutas tiveram queda de preço médio, o índice do setor de frutas desabou 10,60% em janeiro, após amargar queda de 5,08% em dezembro.
Frutas continuarão em baixa?
As frutas em geral, comparadas aos outros 158 itens analisados, sofreram a maior queda de preços em janeiro. E, segundo técnicos do Ceagesp, as frutas de época influenciaram nessa redução.
O abacate, antes valorizado por causa das intempéries climáticas e quebra de safra, caiu para R$ 4,75 o quilo. Entre as frutas típicas dessa época que tiveram preços em baixa está o limão Taiti, que fechou no atacado a R$ 2,34 o quilo.
Preços no atacado de algumas frutas muito consumidas nos lares, nas lanchonetes e restaurantes durante o verão, recuaram muito. Caso do maracujá azedo, que no ano passado era cotado a R$ 12,74 o quilo, mas em janeiro deste ano teve preço médio a R$ 6,02 o quilo.
No caso, o maracujá azedo “vem passando por um período de readequação de preço, depois de enfrentar um longo período de alta no Entreposto de São Paulo”, acrescenta nota do Ceagesp.
As perspectivas não são tão ruins para o consumidor brasileiro, como sinalizam técnicos do Ceagesp. Eles asseguram que “a tendência é que os preços desses produtos continuem apresentando reduções no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) ao longo do período de safra”.
Com os preços dos alimentos em geral mais caros desde o ano passado e que subiram quase 1% em janeiro (dados do IPCA do IBGE), os brasileiros esperam que as previsões dos economistas do Ceagesp sobre preços de frutas em queda se concretizem.















