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Protestos na Europa: saiba se você deve manter ou remarcar sua viagem

Antes de cancelar passagens ou hospedagens, é importante avaliar a situação do destino e conferir as condições de cada reserva

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos em países europeus como França, Itália, Bélgica, Portugal, Espanha e Albânia levantam preocupações para viajantes brasileiros, mas não indicam que toda a Europa está em risco.
  • Decisões sobre manter ou alterar viagens devem ser baseadas em informações atualizadas sobre o destino específico, condições de transporte e orientações das autoridades locais.
  • É importante verificar se há restrições ou bloqueios no destino, e considerar a flexibilidade das reservas para evitar custos adicionais.
  • Viajantes devem seguir orientações de segurança, evitar áreas de confrontos e estar atentos às condições de seus voos e hospedagens.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Protestos tomaram conta de Paris nos últimos dias REUTERS/Abdul Saboor — 17.10.2026

Os protestos registrados em diferentes países europeus em outubro levantam dúvidas entre brasileiros que planejam visitar o continente ou já têm viagem marcada. França, Itália, Bélgica e Albânia registraram manifestações que, em alguns locais, terminaram em confrontos com as forças de segurança. Portugal e Espanha também enfrentam mobilizações, especialmente relacionadas à crise habitacional e ao custo de vida.

Apesar das preocupações, a ocorrência de protestos em determinadas cidades não significa que toda a Europa esteja sob risco ou que as viagens internacionais tenham sido suspensas de forma generalizada. A decisão de manter ou alterar um roteiro deve considerar o destino específico, as datas da viagem, as condições dos transportes e as orientações das autoridades locais.

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Antes de cancelar passagens ou modificar hospedagens, o viajante deve verificar se existe algum impedimento concreto para realizar o trajeto. Uma decisão tomada por precaução pode gerar custos, especialmente quando a passagem ou a acomodação não permite alterações gratuitas.

Quais países registram protestos?

França: manifestações relacionadas ao custo de vida e aos serviços públicos provocaram confrontos em algumas localidades, com registros de danos materiais e detenções. Para brasileiros com viagens marcadas para Paris ou outras cidades francesas, o cuidado é acompanhar os comunicados oficiais, verificar possíveis bloqueios e evitar áreas onde haja confrontos. A existência de manifestações não significa, por si só, que aeroportos e atrações turísticas estejam fechados.

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Itália: Milão registrou episódios de violência durante protestos, incluindo confrontos com policiais e danos a estabelecimentos. Outras cidades também tiveram mobilizações por questões econômicas e educacionais. Antes de sair para passeios ou compromissos, turistas devem conferir o funcionamento do transporte público e eventuais restrições nas regiões centrais.

Bélgica: Bruxelas e outras cidades registraram manifestações ligadas à educação e a decisões governamentais. Quando houver mobilizações, brasileiros que dependem de trens internacionais ou precisam fazer conexões devem confirmar os horários diretamente com as operadoras e reservar tempo adicional para deslocamentos.

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Portugal: Lisboa e Porto foram palco de manifestações relacionadas aos preços dos imóveis e dos aluguéis. Em 20 de outubro, uma operação para desocupar acampamentos de manifestantes terminou com 55 detenções, segundo informações divulgadas pela imprensa. A situação exige atenção nas áreas diretamente afetadas, mas não significa que o país esteja fechado ao turismo.

Espanha: a crise habitacional, o aumento dos aluguéis e a dificuldade de encontrar imóveis acessíveis motivam mobilizações em cidades como Madri e Barcelona. A intensidade dos atos varia conforme a localidade, por isso é importante verificar se há manifestações previstas perto da hospedagem, dos pontos turísticos ou das rotas de transporte.

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Albânia: em Tirana, manifestações contra o governo reuniram estudantes e grupos de oposição. Alguns atos terminaram em confrontos, com uso de gás lacrimogêneo e canhões de água pelas forças de segurança. A recomendação é evitar concentrações políticas e seguir as orientações locais.

Em outros países europeus, também podem ocorrer manifestações econômicas e políticas, mas não se deve presumir que todos enfrentem confrontos da mesma intensidade. O risco precisa ser avaliado por cidade e por região, e não atribuído indiscriminadamente a todo o continente.

Devo cancelar minha viagem para a Europa?

Não necessariamente. A decisão deve partir de informações atualizadas sobre o destino, e não apenas das notícias sobre protestos em outros países ou cidades.

Se o voo estiver confirmado, o aeroporto funcionar normalmente, a hospedagem estiver acessível e não houver alertas relevantes para as áreas previstas no roteiro, pode ser razoável manter a viagem.

Por outro lado, se houver confrontos recorrentes perto do hotel, bloqueios que impeçam deslocamentos essenciais ou orientações oficiais para evitar determinada região, vale considerar mudanças no itinerário.

Em alguns casos, alterar apenas um passeio, escolher outra rota ou mudar a hospedagem pode ser suficiente. Cancelar toda a viagem deve ser uma decisão ponderada, especialmente quando há custos de remarcação ou reservas não reembolsáveis.

Quem ainda não comprou passagens pode continuar planejando, mas deve dar preferência a tarifas que permitam alterações, hospedagens com cancelamento gratuito e itinerários com alternativas de transporte. A flexibilidade reduz o risco de prejuízos caso a situação mude.

Como remarcar uma passagem sem aumentar os prejuízos?

O primeiro passo é confirmar se a companhia aérea alterou ou cancelou o voo. Quando a empresa cancela a viagem ou faz uma alteração relevante, podem existir opções de reembolso ou reacomodação, conforme a legislação aplicável e as condições do transporte.

Se o voo continuar programado e o passageiro decidir não embarcar por receio dos protestos, a situação é diferente: a remarcação ou o reembolso podem seguir as condições da tarifa adquirida. O simples receio de viajar não garante devolução integral do valor pago.

Solicite alterações pelos canais oficiais da companhia aérea ou da agência responsável pela venda e guarde protocolos, comprovantes e mensagens recebidas. Antes de aceitar uma nova opção, confira as taxas, a diferença tarifária, a data do novo embarque e as condições da hospedagem e dos demais serviços reservados.

Quais são os direitos dos passageiros?

Nos voos sujeitos às regras brasileiras, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece obrigações para as companhias em situações de atraso, cancelamento e interrupção de voos. As alternativas disponíveis dependem do ocorrido e das circunstâncias do caso.

A Anac publicou a Resolução nº 813, de 23 de setembro de 2026, que altera a Resolução nº 400/2016. As mudanças entram em vigor em 26 de outubro de 2026 e incluem ajustes nas obrigações de informação e assistência material. Portanto, é importante considerar a data do voo para identificar quais disposições estão vigentes. As regras oficiais podem ser consultadas no site da Anac.

Em voos abrangidos pela legislação europeia, também podem existir direitos a reembolso, reencaminhamento e assistência em situações específicas. A compensação financeira adicional, porém, depende das condições previstas nas regras aplicáveis.

Circunstâncias extraordinárias, como determinados riscos de segurança ou situações de instabilidade, podem afetar o direito à compensação, sem necessariamente eliminar todas as obrigações da companhia.

Por isso, o passageiro deve analisar o motivo da alteração, o trajeto, a companhia responsável e as condições do voo antes de concluir que tem direito — ou não — a determinada indenização.

E se eu perder uma conexão?

A proteção depende, entre outros fatores, de os trechos estarem incluídos em uma única reserva. Quando a viagem inteira faz parte do mesmo bilhete, uma interrupção que provoque a perda da conexão pode gerar obrigações de reacomodação, conforme as regras aplicáveis.

Já em passagens compradas separadamente, a companhia responsável pelo segundo trecho pode não ter obrigação de acomodar o passageiro que perdeu o embarque por causa de um atraso anterior em outra reserva. Isso pode resultar em custos adicionais.

Para reduzir esse risco, evite conexões muito curtas e considere o tempo necessário para imigração, retirada de bagagem, troca de terminal e deslocamento entre aeroportos ou estações ferroviárias. Se houver uma manifestação ou interrupção de transporte, consulte a operadora antes de sair para o próximo trecho.

O seguro viagem cobre protestos?

Nem sempre. A cobertura depende das condições gerais da apólice, das exclusões e do tipo de ocorrência. Alguns seguros oferecem proteção para interrupção da viagem, despesas adicionais ou assistência emergencial, mas podem excluir ou limitar a cobertura para tumultos, distúrbios civis e determinados eventos políticos.

Antes de contratar ou utilizar o seguro, leia as condições e consulte a seguradora sobre a situação específica. Não presuma que todas as despesas com cancelamento, hospedagem extra ou retorno antecipado serão reembolsadas.

Também é importante verificar a cobertura médica, os limites de atendimento e os canais de assistência disponíveis no exterior.

O que fazer se encontrar uma manifestação?

A orientação é manter distância de confrontos e não permanecer no local para fotografar ou gravar vídeos. Procure uma rota alternativa, siga as instruções das autoridades e evite deslocamentos desnecessários em áreas onde haja violência ou bloqueios.

Mantenha o celular carregado, tenha acesso aos documentos e aos dados da hospedagem e avise familiares caso precise mudar o roteiro. Em situações de emergência, procure os serviços locais competentes. Se precisar de orientação consular, consulte os canais oficiais da representação brasileira responsável pelo país.

Protestos podem alterar vistos e regras de entrada?

As manifestações não modificam automaticamente as regras migratórias. Brasileiros devem continuar observando os requisitos do destino, incluindo validade do passaporte, finalidade da viagem, comprovação de recursos quando exigida e eventuais autorizações de entrada.

O Sistema de Entrada e Saída da União Europeia (EES, na sigla em inglês) está plenamente operacional desde 10 de abril de 2026 nos países participantes. O sistema registra digitalmente entradas e saídas de viajantes de fora da União Europeia em visitas de curta duração e inclui dados biométricos para os viajantes abrangidos.

Já o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) tem cronograma próprio. A União Europeia informa que sua entrada em funcionamento está prevista para o último trimestre de 2026, mas a data exata deve ser confirmada nos canais oficiais. Consulte o portal oficial do ETIAS antes de viajar.

Esses procedimentos de fronteira são independentes dos protestos. Para evitar informações desatualizadas, não confie apenas em publicações nas redes sociais nem pague por supostas autorizações antes de confirmar os requisitos nos canais oficiais.

Dez cuidados antes de embarcar

  1. Consulte os avisos oficiais do país e da cidade de destino.
  2. Confirme o status do voo diretamente com a companhia aérea.
  3. Verifique se há manifestações previstas nas datas e nas regiões do roteiro.
  4. Evite conexões muito curtas e confira alternativas de transporte.
  5. Prefira hospedagens com condições flexíveis de cancelamento, quando possível.
  6. Leia as coberturas e exclusões do seguro viagem.
  7. Guarde comprovantes, protocolos e condições das reservas.
  8. Evite áreas de confronto e siga as instruções das autoridades.
  9. Mantenha documentos, contatos de emergência e celular acessíveis.
  10. Antes de cancelar ou remarcar, confirme as taxas e os direitos aplicáveis ao seu caso.

Afinal, vale a pena viajar para a Europa neste momento?

Não existe uma resposta única para todos os destinos. A ocorrência de protestos em algumas cidades não significa que a Europa inteira esteja insegura nem que seja necessário cancelar todas as viagens. Ao mesmo tempo, ignorar alertas oficiais ou insistir em circular por áreas com confrontos pode aumentar o risco de transtornos.

Quem já tem passagem deve verificar as condições do voo, acompanhar a situação local e conversar com a companhia aérea e a hospedagem antes de tomar decisões que gerem custos. Quem ainda está planejando a viagem deve priorizar flexibilidade e acompanhar as informações até a data do embarque.

A melhor estratégia é não cancelar por impulso, mas também não ignorar riscos concretos. Com informações verificadas, atenção às orientações locais e conhecimento das condições das reservas, brasileiros podem tomar decisões mais seguras e reduzir a possibilidade de prejuízos durante a viagem.

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