Mesmo sem Netanyahu no poder, Israel continuaria em conflito; veja análise
‘Israel vive na condição de um Estado ameaçado existencialmente’, avalia professor sobre permanência das guerras na região
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O resultado ainda indefinido nas eleições de Israel deixa a permanência de Benjamin Netanyahu no cargo de primeiro-ministro incerta. As projeções de boca de urna apontam que o partido do premiê teria conquistado 53 cadeiras no parlamento, enquanto a oposição teria obtido 48. Nenhum dos dois, contudo, conseguiu alcançar a maioria dos assentos.
O professor de política internacional da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Paulo Velasco, avaliou que, mesmo que Gadi Eisenkot — o rival de Netanyahu — seja eleito, ele não seria capaz de alterar a forma na qual Israel atua no Oriente Médio. “Não vai avançar [...] na criação do Estado palestino, então continuaremos vendo ali certamente cenários de hostilidade”.
“Israel vive na condição de um Estado ameaçado existencialmente. [...] Essa sempre é uma questão fundamental: garantir a existência de Israel em uma região naturalmente marcada por países árabes, muçulmanos e hostis aos interesses. [...] ”Inclusive não só árabes, mas o próprio Irã”, apontou Paulo Velasco durante o Conexão Record News desta quarta (29).
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