Quem é Gadi Eisenkot, principal adversário de Netanyahu nas eleições de Israel
Ex-general é líder do partido Yashar e busca se apresentar como alternativa ao atual governo
Internacional|Do R7
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Gadi Eisenkot construiu uma carreira nas Forças Armadas de Israel antes de entrar na política e se tornar adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Aos 66 anos, o ex-general disputa espaço na eleição legislativa marcada para terça-feira (27), com um discurso voltado à reorganização da segurança nacional, mudanças institucionais e redução das divisões internas.
Líder do partido Yashar, fundado em 2025, Eisenkot busca se apresentar como uma alternativa ao atual governo. Na reta final da campanha, ele afirmou que pretende aproximar israelenses de diferentes posições políticas.
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“Nosso objetivo não é que um lado prevaleça sobre o outro”, declarou durante um comício realizado no domingo (25). O candidato também defendeu a alternância de poder e pediu a saída de Netanyahu do cargo de primeiro-ministro.
Nascido em 19 de maio de 1960, em Tiberíades, no norte de Israel, Eisenkot cresceu em Eilat, no sul do país. É filho de imigrantes judeus do Marrocos e iniciou sua trajetória militar em 1978, quando ingressou na Brigada Golani, unidade de infantaria das Forças de Defesa de Israel.
Foi chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel entre 2015 e 2019. Antes de ingressar na política, ocupou posições de comando em diferentes unidades militares e trabalhou como secretário militar de primeiros-ministros israelenses.
Sua experiência na área de defesa é um dos principais elementos de sua campanha. Ao longo da carreira, Eisenkot avançou na hierarquia militar e comandou diferentes unidades, incluindo o Comando Norte, responsável pela região próxima às fronteiras com o Líbano e a Síria. Também ocupou o cargo de vice-chefe do Estado-Maior antes de assumir o comando geral das Forças Armadas.
Durante sua gestão, entre 2015 e 2019, priorizou o fortalecimento das forças terrestres e a modernização militar. Ele também ficou associado à chamada doutrina Dahiya, estratégia desenvolvida no contexto do conflito com o Hezbollah, no Líbano, que prevê o emprego de força intensa contra estruturas utilizadas por grupos armados. A doutrina foi alvo de críticas por seus possíveis efeitos sobre a população civil.
Além da formação militar, Eisenkot estudou história na Universidade de Tel Aviv e concluiu mestrado em ciência política na Universidade de Haifa.
A entrada de Eisenkot na política ocorreu em 2022, quando se juntou à aliança de centro liderada por Benny Gantz, também ex-chefe militar. Ele foi eleito para o Knesset, o Parlamento israelense, e passou a integrar o governo de unidade formado após os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.
Em 2025, fundou o Yashar, partido cujo nome pode ser traduzido como “direto” ou “honesto”. A legenda defende o fortalecimento das instituições públicas, a criação de uma comissão estatal para investigar as falhas relacionadas aos ataques de outubro de 2023 e mudanças no sistema de serviço militar, com maior participação da população ultraortodoxa.
A votação legislativa de terça-feira (27) ocorre em meio à disputa entre a coalizão liderada por Netanyahu e forças de oposição, incluindo grupos de centro-direita.
Pesquisas divulgadas durante a campanha indicaram pressão sobre o bloco governista, embora o resultado dependa da distribuição das cadeiras no Parlamento, conhecido como Knesset, e das negociações para formar uma maioria.
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