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Quedas tornam investimentos em mineração e siderurgia boas opções

Especialista avalia que movimentação foi precipitada e vê ativos da Vale, e Usiminas como apostas para o longo prazo

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Apostas preveem valorização de até 50% dos papéis
Apostas preveem valorização de até 50% dos papéis

A recente derrocada das ações de empresas ligadas a mineração e siderurgia, tais como Vale, Gerdau e Usiminas, causou prejuízos e deixou investidores dos setores preocupados nos últimos pregões.

Ainda assim, a movimentação surge como uma boa opção para os investidores que decidirem apostar nas empresas com visão de longo prazo, conforme indica Paloma Brum, analista da Toro Investimentos.

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Na visão de Paloma, o mercado "penalizou demais" as companhias desses setores diante das movimentações da China na tentativa de conter a inflação com a limitação da oferta de itens derivados do minério de ferro e reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

"O mercado tenta precificar e, em um primeiro momento, os investidores preferem ser mais pessimistas do que reagir rapidamente e acabar perdendo lá na frente, o que foi refletido em uma penalização maior dos papéis no curto prazo", analisa ela, que também vê reações do ambiente político nacional no mercado de ações.

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Desde quando superou os R$ 117, nos últimos dias de julho, as ações da Vale (VALE3) despencaram mais de 30% e figuram atualmente cotadas a cerca de R$ 80. A mesma queda livre ocorre com os papéis da Usiminas (USIM5), que marcaram R$ 22 no início de agosto e agora são negociados por menos de R$ 17.

De acordo com as projeções da Toro, os preços-alvo das ações da Vale e da Usiminas para um período de longo prazo são de, respectivamente, R$ 120 e de R$ 25. Os valores correspondem a valorizações de quase 50% em relação ao patamar atual de ambos os ativos.

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“Ainda existe a oportunidade. A Vale está sendo negociada na região dos R$ 79, então existe o espaço para uma valorização ainda significativa do papel”, avalia Paloma. A analista cita a qualidade do minério de ferro produzido pela empresa como um dos fatores para a aposta, apesar da queda no preço da matéria-prima no mercado global.

A situação das empresas que integram os setores foi agravada pelos temores sobre o possível calote da incorporadora chinesa Evergrande, que trouxeram receios sobre a queda no volume de exportações para o principal parceiro comercial do Brasil. 

Para Paloma, o cenário também foi decisivo para a queda no valor dos papéis das empresas de mineração e siderurgia. "O caso assustou o mercado, porque tem um impacto direto no setor imobiliário chinês, o que impactaria diretamente a demanda por commodities e até mesmo por petróleo", explica ela. 

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