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2º comparsa de Rogério 157 é preso na Rocinha

Tales Juan é apontado pela polícia como segurança do chefe do tráfico

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

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Suspeito foi preso pelo Batalhão de Choque
Suspeito foi preso pelo Batalhão de Choque

Tales Juan Costa dos Santos, conhecido como Talibã, foi preso na Rocinha, zona sul do Rio, nesta terça-feira (10), durante uma operação das Forças Armadas em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Rio. O suspeito é apontado pela polícia como integrante da quadrilha de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico de drogas da comunidade. 

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Com o apoio do setor de inteligência, policiais do Batalhão de Choque capturaram Tales Juan na rua Paula Brito. Não houve resistência e o suspeito foi levado para a Delegacia da Rocinha (11ª DP). Contra ele havia três mandados de prisão em aberto. 

Ele é o segundo suspeito ligado a Rogério 157 preso esta semana. Na segunda (9), Adailton da Conceição Soares, conhecido como Mão, de 32 anos, foi capturado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ambos exerciam a função de segurança na quadrilha, de acordo com informações da polícia. 


Rogério 157

Procurado pela polícia, Rogério 157 é apontado como um dos responsáveis pela guerra entre traficantes na comunidade da Rocinha, que já dura um mês. O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à prisão do criminoso. 


Ao assumir o comando da favela, ele agiu em parceria com o traficante Nem, preso desde 2011 em uma penitenciária federal em Rondônia. Porém, no último dia 17, a cumplicidade ganhou um ponto final, quando criminosos da mesma facção invadiram a Rocinha, segundo a polícia, por ordens passadas por Nem de dentro da prisão.

O criminoso é réu em onze processos judiciais, respondendo por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, extorsão e homicídio. Rogério tem uma passagem pelo sistema carcerário entre 2010 e 2012, após uma invasão ao Hotel Inter-Continental, em São Conrado. Na ocasião, dez criminosos fizeram 35 reféns, quando tentavam escapar de um cerco policial. Sem julgamento, a Justiça decidiu libertar o criminoso, que seria condenado dias depois pelo crime.

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