A argentinos, papa cita manifestações e pede "confusão" na Igreja
A plateia de 5.000 argentinos, Francisco diz que "Igreja não é ONG"
Rio de Janeiro|Do R7

Cinco mil peregrinos argentinos se encontraram com o papa Francisco na Catedral Metropolitana, no centro do Rio, por volta das 12h30 desta quinta-feira (25). A cerimônia, que durou menos de 30 minutos, foi um pedido especial do pontífice na programação da JMJ (Jornada Mundial da Juventude). Além da comitiva do papa e dos jovens argentinos, autoridades do país natal do religioso participaram do evento.
Na reunião, o papa disse estar alegre ao ver jovens unidos por uma bem maior e que soube de boatos sobre manifestações na cidade. Em contrapartida e com bom humor, o pontífice afirmou que quer que os jovens causem "confusão", mas dentro da Igreja Católica. Francisco criticou o fato de algumas pessoas verem a igreja somente como instituição de ações sociais.
— A Igreja não é ONG.
Antes de celebrar a juventude na Catedral, o pontífice recebeu a chave da cidade pelas mãos do prefeito do Rio, Eduardo Paes, no Palácio da Cidade, zona sul do Rio.
De lá, Francisco seguiu para a favela de Varginha, em Manguinhos, zona norte do Rio, onde realizou uma pequena oração em uma capela local. Caminhando sem dificuldades pela comunidade, ele visitou uma residência por alguns minutos.
Ao final, Francisco disse que a pacificação não dá certo quando a periferia fica à margem da sociedade. O pontífice pediu mais esforços das autoridades brasileiras nas questões sociais.
Depois de encerrar a celebração no centro do Rio, o papa seguiu para a residência papal no Sumaré, zona norte, onde almoçou e vai descansar.
A partir das 16h, o papa irá de helicóptero até o Forte de Copacabana, onde seguirá de papamóvel do posto 6 até o Leme, onde um palco foi montado para a celebração da primeira missa da jornada.















