A exato um ano, Rio faz contagem regressiva para Olimpíadas com ações sociais
Protesto na frente marcado para esta quarta (5) questiona impacto dos Jogos para população
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil
A um ano dos Jogos Olimpícos, a Prefeitura do Rio anuncia que a contagem regressiva para os jogos será marcada por 12 ações sociais, divulgadas mensalmente em comunidades espalhadas pela capital fluminense. Na mesma data, nesta quarta-feira (5), manifestantes se reúnem na frente da prefeitura para questionar os benefícios das Olimpíadas para a população carioca. Os ativistas denunciam remoções forçadas, destruição ambiental e o fechamento e a descaracterização de espaços públicos destinados ao esportes.
Já a primeira atividade social da contagem regressiva será de ajuda a grávidas em situações de vulnerabilidade na comunidade do Morro do Chapadão, em Costa Barros, zona norte do Rio. A contagem será feita em parceria com a ONG Viva Rio, que trabalha em mais de 100 comunidades da cidade.
Conselheira de Relações Internacionais do Viva Rio, Luisa Phebo explicou que o foco desse primeiro projeto é nas mães e gestantes.
— A ideia do projeto é desenvolver dinâmicas e atividades de grupo de capacitação com essas mães, de modo que elas possam aprender técnicas que ajudem no desenvolvimento dos filhos. O investimento nessa fase da vida é essencial para o desenvolvimento cognitivo, motor emocional dessas crianças. Isso deixa um legado duradouro para esses beneficiados.
A Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, um dos centros beneficiados pelo projeto, será equipada com recursos necessários para estimular crianças e prestar assistência às mães vulneráveis. Gerente da unidade, Camila Coelho comentou que a parceria terá impactos positivos para gestantes e bebês. Segundo ela, até 500 grávidas poderão ser atentidas pelo projeto.
— O fruto principal dessa parceria é a qualificação profissional. O objetivo maior é possibilitar o desenvolvimento saudável das crianças em nossa maternidade. Com a qualificação, os profissionais envolvidos no projeto se sentem mais motivados a qualificar sua atividade e utilizar a criatividade. Nosso principal objetivo é diminuir a mortalidade materno-infantil.
A vice-presidente de marketing da Omega, empresa responsável pela cronometragem oficial dos jogos, Sussane Strömbom, informou que o objetivo do trabalho era algo que ficasse como legado para a cidade-sede das Olimpíadas.
— Decidimos investir em algo que viesse para ficar, algo que fizesse a diferença para ajudar crianças e jovens até 18 anos em áreas carentes do Rio de Janeiro.
Diretor-executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes destacou que o projeto é de reforço a iniciativas já existentes.
— Nosso trabalho é conseguir valorizar pontos estratégicos, desde a maternidade aos jovens de 18 anos. É muito legal esse conceito, que foi pensado de forma conjunta. É mais uma mensagem do que uma cobertura extensiva.
Os atletas da vela, Torben Grael e a dupla Martine Grael e Kahena Kunze foram escolhidos como embaixadores sociais do projeto. Para Torben, a ação gerará impacto positivo na vida dos cariocas. Segundo ele, a mensagem às pessoas beneficiadas é acreditar sempre que é possível reverter situações difíceis.
— A satisfação com mudanças na vida dos outros é muito maior do que qualquer dificuldade que possamos enfrentar no caminho.
Plano de legado
No dia 29 de julho, a Prefeitura do Rio o plano de legado para a cidade. O Parque Olímpico, um complexo esportivo e educacional, será destinado a estudantes da rede municipal e a atletas de alto rendimento com uso compartilhado por projetos sociais e eventos, na região da Barra e Jacarepaguá. O Parque Radical, em Deodoro, será aberto ao público, em Deodoro. Estima-se que o parque pode atender cerca de 1,5 milhão de pessoas de 10 bairros e três municípios vizinhos.















