Acidente com bondinho: MP acusa secretário Júlio Lopes de improbidade administrativa
Segundo o MP, o descarrilamento foi uma “tragédia anunciada”; seis morreram em 2011
Rio de Janeiro|Do R7

O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou nesta quarta-feira (11) com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, o presidente da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), Carlos Eduardo Carneiro Macedo, e a diretora de Engenharia e Operação da Central, Ana Carolina Vasconcelos.
De acordo com a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa e Cidadania, os três têm responsabilidade no acidente do bondinho de Santa Teresa, ocorrido em agosto de 2011, que provocou as mortes de seis pessoas e deixou 57 feridos.
Na ação, o promotor Alberto Flores Camargo cobra o ressarcimento integral do dano causado ao patrimônio público, estimado em R$ 6,3 milhões, dos danos morais coletivos, além da perda da função pública dos acusados e a suspensão dos direitos políticos pelo período de cinco a oito anos.
Em um trecho da ação, o promotor argumenta: “Tratava-se de tragédia anunciada, pois, ao longo dos anos, o que se verificou foi a paulatina degradação das atividades e equipamentos empregados no serviço de transporte prestado pelo sistema de bondes operado no bairro de Santa Teresa. Tal tragédia poderia e deveria ter sido evitada pelos Requeridos, que nada fizeram para tanto, pelo que devem ser responsabilizados pelas suas consequências danosas, como passar-se-á a demonstrar”.
Réus do processo participaram de audiência na semana passada
Quatro réus do processo sobre o acidente com o bondinho de Santa Teresa foram ouvidos durante uma audiência na 39ª Vara Criminal do Tribunal de Justica no dia 3 deste mês. José Valladão Duarte, Cláudio Luiz Lopes do Nascimento, Zenivaldo Rosa Corrêa e João Lopes da Silva, respectivamente coordenador de manutenção e operação, chefe de manutenção e assistentes de manutenção do sistema de bondes de Santa Teresa, respondem por homicídio e lesão corporal. Uma testemunha de defesa também foi ouvida em juízo.















