Águia da Portela será fênix marinha que ressurgirá de maremoto
Abre-alas tem 22 águias que representam títulos passados e o que a escola pretende ganhar
Rio de Janeiro|Do R7

A Portela vive neste ano uma nova fase e vem com vontade de ganhar. Logo no início do desfile, a escola mostrará um carro abre-alas com 22 águias em um maremoto, sendo que 21 delas representam títulos passados e uma, na forma de fênix marinha, surge para pedir um novo troféu. Segundo o diretor de carnaval, Luiz Carlos Bruno, o momento traz um sentimento de retomada do espírito portelense.
— É um grande maremoto portelense. Isso é uma simbologia porque a Portela vai ter uma tomada de avenida, é uma vontade de entrar na avenida Portela. É uma fênix marinha que vai ressurgir da água. Aproveitando a mudança da Portela, aproveitando o espírito novo, a gente leva essas águias ressurgindo desse rio criado, desse canal que liga os dois extremos da av. Rio Branco como uma tsunami.
O enredo deste ano intitulado “Um Rio de mar a mar: do Valongo à Glória de São Sebastião” trata-se das mudanças culturais e arquitetônicas no centro do Rio e como os cariocas se adaptam a isso.
— Ele conta o poder de transformação do carioca dentro do espaço em que ele vive, desde o Valongo e ele usa a av. Rio Branco como um braço, um canal de ligação, entre duas enseadas, que é a Glória e o porto. Então ele vai correr o tempo através de etapas da história como o carioca forjou a sua cidade e a sua própria vida.
A partir dessas transformações, a Portela vai contar importantes momentos da história do Rio de Janeiro, como a chegada dos navios negreiros, a reforma de Pereira Passos - reformas feitas entre 1903 e 1906 no centro da cidade pelo até então prefeito do Rio, bota abaixo, criação da avenida Rio Branco, entre outros.
__ As pessoas que viveram aqui que transformaram a cidade. Os negros chegaram aqui, eles foram alocados na Pequena África e eles tiveram de sair. Foram desalojados de suas moradias e começou o bota abaixo para mudar a estrutura da cidade, a plástica da cidade. Os próprios negros que foram retirados, eles construíram essa cidade. Começou-se a abrir a avenida Rio Branco, a avenida central e a história vai sendo pontuada por mudanças, tanto psicológicas, sociais e arquitetônicas.
Larissa Kurka, do R7















