Alerj terá protesto de servidores a favor da prisão de deputados
Ato deve reunir servidores de diferentes categorias às 13h
Rio de Janeiro|Do R7*
O Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio de Janeiro) organizou uma manifestação nesta sexta-feira (17), às 13h, em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O ato foi anunciado pelo movimento nas redes sociais após a prisão dos deputados Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
Além do Muspe, a diretoria do Sindsistema (Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio) também convocou os servidores do sistema penal a participarem do ato. Em comunicado, a diretoria informou que "somente a participação maciça dos servidores públicos e da população será capaz de impedir que deputados cúmplices dos esquemas (que há muito tempo imperam dentro da Alerj) protejam os líderes da Organização Criminosa solidarizando-se com eles sob o terror de uma delação premiada."
Ainda de acordo com a nota, "apenas a manifestação popular será capaz de constranger os deputados."

Uma outra manifestação também está sendo organizada pelas redes sociais. Marcada às 12h, a concentração será feita na praça Mário Lago, no centro, e, de lá, os manifestantes seguirão até a Alerj. Até às 10h, 2.700 pessoas confirmaram presença.
Prisão
Os deputados estaduais Paulo Melo (PMDB), Edson Albertassi (PMDB) e Jorge Picciani foram encaminhados para a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, onde está preso o ex-governador Sérgio Cabral.
Nesta sexta-feira (16), a Alerj vai analisar a decisão dos desembargadores do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) que decretou a prisão preventiva do trio. A sessão que vai confirmar ou anular as prisões deve acontecer às 15h.
Operação Cadeia Velha
Na Operação Cadeia Velha, que é desdobramento da operação Ponto Final, é investigado o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Segundo as investigações, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, seu antecessor, Paulo Melo, e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que se estrutura de forma ininterrupta desde a década de 1990. Ainda de acordo com o MPF, o grupo adota práticas financeiras clandestinas e sofisticadas para ocultar a corrupção, que incluiu recursos federais e estaduais, além de repasses para a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro).
Assista à série O Rio de Janeiro na Lama, do Jornal da Record:
*Juliana Valente, estagiária do R7 Rio















