Alerj vota nesta quarta (24) aumento da contribuição previdenciária e servidores protestam
Manifestantes chegaram por volta das 12h50 e rua 1º de Março foi interditada
Rio de Janeiro|Do R7
A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) vota nesta quarta-feira (24) o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, que pode passar de 11% para 14%. O acréscimo de 3% da taxa é uma das medidas exigidas pela União para a implementação do pacote de austeridade, apresentado como possível solução para a crise do Estado do Rio. Uma das principais contrapartidas exigidas pela Federação já foi aprovada pelo parlamento fluminense, que é a autorização da venda da Cedae como condição para a contração de um empréstimo com o governo federal no valor de R$ 3 bilhões.
Integrantes do Muspe começaram a chegar na porta do Palácio Tiradentes, sede da assembleia, no centro da capital, para protestar contra a medida por volta das 13h. A concentração dos manifestantes fechou a rua 1º de Março.
Os servidores afirmam que o pacote de recuperação fiscal apresentada pelo governador Luiz Fernando Pezão não apresenta soluções reais para o Estado. Os manifestantes pedem que as isenções fiscais, assim como, a dívida ativa do Estado sejam analisadas. De acordo com eles, somente o valor da última seria equivalente a cerca de R$66 bilhões. Além disso, outras questões como o recolhimento de ICMS e o perdão das dívidas contraídas pelo Estado decorrentes aos megaeventos sediados no Rio são apontados como pontos importantes para o fim da crise.
Ramon Carrera, integrante do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais), defende que a primeira reforma que deveria ser feita, seria o corte de cargos comissionados e a diminuição dos salários dos parlamentares. Segundo Carrera, o congresso brasileiro tem um peso muito grande sobre as contas públicas. Ele informou que a categoria não irá aceitar o aumento da contribuição previdenciária.
— A nossa contrapartida nós já demos, não recebemos aumento e nem reajuste inflacionário há três anos! Não vamos aceitar esse acréscimo em nossa contribuição previdenciária — afirmou Carreira em entrevista ao R7.















