Logo R7.com
RecordPlus

Alunos acusam PM de jogar bombas de gás dentro de prédio da UFRJ no centro do Rio

Balhão de Choque teria cercado campus após manifestação contra reforma da previdência

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Bombas de gás foram lançadas dentro do prédio da UFRJ
Bombas de gás foram lançadas dentro do prédio da UFRJ

Estudantes acusam policiais do Batalhão de Choque de jogar bombas de gás lacrimogênio dentro do prédio da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) no Largo de São Francisco, centro do Rio. No local, estão sediados o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História. O caso teria acontecido na noite desta quarta-feira (15), ao final da manifestação contra a reforma da previdência na avenida Presidente Vargas.

De acordo com nota assinada pelos diretores dos Institutos da UFRJ, Marco Aurélio Santana e Norma Côrtes os policiais cercaram o campus universitário e lançaram "dentro de suas dependências duas bombas de gás lacrimogênio e mais sete de efeito moral. Os petardos produziram terror e pânico em quem estava no prédio. Registre-se que uma das bombas atingiu a porta central e seus efeitos alcançaram o hall de entrada, tomando posteriormente todo o prédio”.


Em uma rede social, um aluno da UFRJ contou que policiais cercaram o prédio e impediram a saída das pessoas.

"Dezenas de alunos e funcionários ficaram, literalmente, sitiados dentro do prédio, só podendo sair quando os diretores de ambos os Institutos (Marco Aurélio Santana, Murilo Bon Meihy e Norma Côrtes) se fizeram presentes e negociaram com a Tropa de Choque", relatou o universitário.


A nota assinada pelo diretores lembrou ainda que um episódio similar ocorreu em junho de 2013, quando o Batalhão de Choque cercou o campus após manifestações no centro do Rio.

“Repudiamos veementemente a ação da polícia contra manifestantes, bem como o ataque às nossas dependências e nossas/os estudantes e trabalhadoras/es. Repudiamos também que nosso prédio, patrimônio histórico pertencente à União, tenha sido mais uma vez duramente agredido. Esperamos que responsabilidades sejam apuradas”, completa a nota.

Em nota, a Polícia Militar informou que, "de acordo com informações do Batalhão de Polícia de Choque, na noite de quarta-feira, policiais militares que acompanhavam ato contra a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista no Centro do Rio foram atacados com pedras e fogos de artifício por um grupo de manifestantes sendo necessário o uso de armamento de baixa letalidade para controlar a situação em via pública". Entretanto, a corporação não falou sobre confrontos na área do Largo de São Francisco.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.