Ambulância do sistema penitenciário cai de viaduto e deixa um morto e dois feridos no Rio
Agente não resistiu à queda, de acordo com o Corpo de Bombeiros
Rio de Janeiro|Do R7
Um agente penitenciário morreu após uma ambulância da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) cair de um viaduto em Deodoro, no sentido zona oeste da avenida Brasil, na manhã desta quarta-feira (8). De acordo com o Corpo de Bombeiros, outro agente e um presidiário que estavam no veículo ficaram feridos.
Ainda segundo a corporação, o agente morto foi identificado como Vitor Jaime do Barreiro, de 48 anos. Os feridos foram levados ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte.
A Seap informou que a ambulância transportava o preso Alex Leandro Vieira, que seria levado ao Sanatório Penal, em Bangu, na zona oeste, para a realização de exames laboratoriais. A secretaria instaurou uma sindicância para apurar os fatos.
Acidente lembra tragédia com ônibus
O acidente desta quarta-feira fez lembrar um episódio semelhante, também na avenida Brasil, ocorrido em 2 de abril. Um ônibus despencou do viaduto Brigadeiro Trompowski, na altura da Ilha do Governador, na zona norte, e provocou a morte de oito pessoas. Nove ficaram feridas.
A polícia encaminhou na terça-feira (6) ao Ministério Público um novo inquérito sobre o acidente. O delegado José Pedro da Costa renovou os pedidos de prisão preventiva contra o motorista André Luiz Oliveira e o estudante Rodrigo Freire. Eles foram indiciados por homicídio doloso com dolo eventual, ou seja, quando se assume conduta indevida possibilitando o risco de morte.
As investigações concluíram que o ônibus da linha 328 despencou do viaduto Brigadeiro Trompowski sobre a avenida Brasil, na altura da Ilha do Governador, devido a uma briga entre o condutor e o jovem. Com base no depoimento de sobreviventes, o delegado entendeu que o desentendimento começou após o estudante não conseguir descer em um ponto de ônibus.
Ainda de acordo com a polícia, o rapaz cedeu às provocações do motorista e o atingiu com socos ou chutes, fazendo com que o veículo perdesse a direção. A perícia concluiu que a velocidade do ônibus era de menos de 40 km/h quando ocorreu a queda, de uma altura de 15 m.
O primeiro relatório com as investigações tinha sido devolvido pelo MP em 11 de abril, sob a alegação de que faltavam documentos importantes, como laudos médicos das vítimas e depoimentos.















