Anistia Internacional faz protesto e entrega mais de 61.600 assinaturas contra mortes causadas pela PM
ONG conseguiu mais de 60 mil assinaturas contra a violência policial
Rio de Janeiro|Do R7

Cerca de 40 integrantes da Anistia Internacional fizeram um protesto no fim da manhã desta terça (8) em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul, sede do governo do Estado, contra as mortes provocadas por policiais no Rio. A ONG lançou um estudo em agosto que concluiu que 15% das mortes violentas da capital são causadas por policiais. Desde então, a organização lançou uma petição que reuniu 61.600 assinaturas que questiona a violência policial no Rio de Janeiro e, nesta terça, entregaram o documento no Palácio. Os manifestantes não foram recebidos pelo governador, mas protocolaram a entrega.
No relatório "Você matou o meu filho: homicídios cometidos pela PM na cidade do rio de janeiro", que aborda pontos gerais para a redução da violência da polícia, a ONG também identificou o perfil das pessoas assassinadas pela polícia: são jovens, negros e homens.Das 1.275 vítimas de homicídio em intervenção policial entre 2010 e 2013, 99,5% eram homens, 79% eram negros e 75% tinham entre 15 e 29 anos de idade.
No relatório, a Anistia destaca que “a Polícia é responsável por uma significativa porcentagem dos homicídios no Brasil. Para além das mortes cometidas por policiais em serviço, considera-se que há também um número grande, de mortes causadas pela atuação de grupos de extermínio e milícias”.
No fim de novembro, cinco cariocas que se encaixam nesse perfil do relatório foram assassinados por policiais em Costa Barros, zona norte. Eles foram baleados após terem o carro alvejado por policiais militares.
Jovens fuzilados: bala encontrada em corpo ajudará em conclusão
Uma bala inteira encontrada durante autópsia em corpo de um dos cinco jovens fuzilados em Costa Barros, zona norte do Rio, na noite de 28 de novembro, é considerada pelo delegado Rui Barbosa, da 39ª DP (Pavuna), prova técnica fundamental para ajudá-lo a concluir o caso.
A partir desse projétil, será possível definir de onde partiram os tiros que mataram os jovens. Os quatro PMs alegam que reagiram a ataques de um dos rapazes e de traficantes que estariam sobre uma passarela (um dos acessos ao morro da Lagartixa).
Segundo os policiais suspeitos, o carro também foi atingido por tiros de traficantes porque o veículo estaria na linha de tiro. No entanto, em depoimento a que a Rede Record teve acesso, uma testemunha afirmou de modo inequívoco: os quatro PMs atiraram a curta distância contra o Palio branco onde estavam os jovens.















