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Ao comentar eventual intervenção no Rio, Pezão diz não estar agarrado a cargo

Jorge Picciani disse que RJ precisará de intervenção caso pacote dos Estados não seja aprovado

Rio de Janeiro|Do R7

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Pezão afirmou que é preciso "política agressiva" na economia
Pezão afirmou que é preciso "política agressiva" na economia

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou "não estar agarrado" ao seu cargo ao comentar declaração feita nesta sexta-feira (7), pelo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), Jorge Picciani, à rádio CBN. O deputado disse que se o pacote dos Estados não for aprovado em 15 ou 20 dias, será preciso uma intervenção federal no Rio.

— Se chegar aqui um interventor para botar os salários em dia, pagar os aposentados e pensionistas, não estou agarrado no cargo. Quero o melhor para o funcionário. O que me faz estar 11 semanas em Brasília é ter dinheiro para pagar os funcionários, eu sofro junto — afirmou a jornalistas após prestar depoimento na 7ª Vara Federal Criminal do Rio a pedido do ex-governador Sérgio Cabral.


O governador afirmou ainda que o interventor que chegar no Rio vai ter que chegar com muito dinheiro.

— O governo federal está com déficit hoje de R$ 139 bilhões. Para chegar aqui, tem que ser com pelo menos mais R$ 20 bilhões. Será que ele quer fazer essa intervenção? Parar os projetos de emendas constitucionais que estão no Congresso? Intervenção é isso.


Ele acrescentou ainda que não está pedindo R$ 20 bilhões ao governo.

— Se aprovarmos aquele projeto, o Rio vai voltar a suspirar e no final de 2018 entregamos o Estado em muito melhores condições". Pezão reafirmou a necessidade do Congresso votar o texto. "Está pronto para ser votado, não sei se vai ser nessa próxima semana com a Semana Santa.


Ele também comentou as articulações da oposição para o seu impeachment.

— É trabalho da oposição, a oposição nunca ajudou. Era uma hora de todas as forças ajudarem o Estado.


A respeito de Cabral, destacou sua amizade com ele e disse não querer fazer julgamentos.

— Deixa o governador se defender, vim aqui como testemunha dele, não quero fazer julgamento das pessoas. Já tem muitos órgãos fiscalizando", disse. Sobre denúncias contra ele, se disse tranquilo. "Não me furto a falar com ninguém. Tenho vida pública de 32 anos, tenho consciência e tranquilidade da minha carreira política.

Ele também falou sobre a citação do secretário de governo, Affonso Henriques Monnerat, e do subsecretário de Comunicação, Marcelo Amorim, na delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes.

— Vou mantê-los (no governo). Cada um fala o que quer, mas agora tem de provar. Tenho muita confiança neles.

Ambev

Pezão defendeu ainda o projeto de lei que, se aprovado, concede à fabricante de bebidas Ambev o direito de adiar por 20 anos o pagamento de ICMS de uma nova fábrica, até o valor de R$ 650 milhões. O peemedebista afirmou que a sua preocupação é o emprego.

— Se aprovar a lei, a Ambev vai se beneficiar de incentivos. Não vai deixar de recolher impostos. Vai trazer uma fábrica para o Rio que estamos disputando com o México. São cerca de 1.000 empregos diretos, não são só os 200 que falaram.

Pezão disse também que é preciso ter políticas de incentivo.

— É melhor ter 4% de alguma arrecadação ou é melhor ter zero e não ter emprego? O México, com a briga com os Estados Unidos, está oferecendo tudo para as empresas irem para lá. Todos os países estão com uma política agressiva. Se a gente não for para a guerra da competição, vamos perder.

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