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Ao menos 15 manifestantes são detidos após ocupação de prédio vizinho a Museu do Índio

Radial Oeste chegou a ser interditada para ação da PM

Rio de Janeiro|Do R7

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Ativistas resistiram à ação policial no terraço do prédio
Ativistas resistiram à ação policial no terraço do prédio

A Polícia Militar deteve ao menos 15 pessoas que ocupavam o prédio ao lado do Museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio, desde domingo (15). Com apoio da Tropa de Choque, os agentes invadiram o local na manhã desta segunda-feira (16). Parte do grupo deixou o edifício bem cedo, mas um grupo resistiu de braços dados no terraço e foi levado à delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP).

Por volta das 10h, segundo o Centro de Operações, a Radial Oeste foi liberada ao tráfego. A via fora interditada às 7h15 pela PM, que já cercava o prédio ocupado.


Segundo os indígenas, os protestos começaram após parte de uma construção ser demolida no fim da última semana. A índia Mônica, que veio da Amazônia e deixou o prédio por volta das 8h40, reclamou da ação do governo.

— Para mim, é mais uma arbitrariedade do governador [Sérgio Cabral]. Só fazem isso por causa da Copa [do Mundo]. Tem crianças e mulheres grávidas lá dentro, mas ninguém se importa. Ninguém está interessado na cultura indígena.


Em nota, o governo do Estado negou a demolição do Museu do Índio, que será transformado em um Centro de Referência das Culturas Indígenas. Segundo a assessoria, a ação da última semana tratou-se apenas da retirada de uma parte do telhado, que estava comprometida.

Ainda segundo o governo, o prédio invadido foi comprado do antigo Ministério da Agricultura pelo Governo do Estado e ali serão construídas as estruturas temporárias (overlay) do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo. Depois da Copa, a área será utilizada para a construção do Museu do Futebol, previsto para ficar pronto para a Olimpíada, em 2016.

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