Após 30 anos, Polícia Militar volta a ter status de secretaria no RJ

Coronel Rogério de Lacerda tomou posse como secretário da corporação. Em discurso, governador voltou a defender abate de criminosos portando fuzis

Após 30 anos, Polícia Militar volta a ter status de secretaria no RJ

Governador e prefeito do Rio estiveram no evento

Governador e prefeito do Rio estiveram no evento

Reprodução/RecordTV

O coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro Rogério Figueiredo de Lacerda tomou posse como secretário estadual da corporação, na manhã desta quinta-feira (3), com a promessa de aumentar o número de agentes nas ruas.

O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Luís Claudio Laviano, que ficou nove meses a frente da instituição durante o período da intervenção na Segurança Pública do Estado, passou a direção da entidade a Lacerda.

Em pronunciamento à imprensa após a posse, o novo secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro ressaltou que a instituição agora tem liberdade para definir políticas públicas de segurança para o Estado.

“Iremos, nesse primeiro momento como ato, aumentar significativamente o policiamento ostensivo nas principais vias do Rio de Janeiro. Com isso, iremos combater roubos de veículos, de rua e de carga. Esse é o nosso primeiro compromisso com a sociedade fluminense: aumentar o policiamento ostensivo através de gestão”, afirmou Lacerda.

Após 30 anos, as polícias Civil e Militar voltam a ter status de secretarias no Rio de Janeiro, o que não acontecia desde o primeiro governo de Leonel Brizola.

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, discursou na cerimônia realizada no Batalhão de Polícia de Choque, no Estácio, região central da cidade. Em seu pronunciamento, defendeu a autonomia das polícias para definir e gerir orçamentos para a área de segurança.

Witzel também voltou a falar no abate de criminosos portando fuzis e reafirmou que tratará como terrorista qualquer um que portar armas de grosso calibre sem estar uniformizado.

“Quem usa um fuzil e não está envergando uniforme é inimigo. Quem usa um fuzil e quer dominar o território é um terrorista e assim será tratado e os senhores serão treinados e preparados e as operações acontecerão”, disse.

O prefeito Marcelo Crivella, representantes das Forças Armadas, do Judiciário e policiais militares também participaram da solenidade.

Prioridades de governo

Eleito governador com um discurso apoiado no aumento segurança e no desenvolvimento econômico do Estado, Witzel reafirmou o compromisso com as promessas de campanha no plano de diretrizes apresentado nesta quarta-feira (2). O documento estabelece metas para os primeiros 100 e 180 dias de 2019.

As medidas estão aglutinadas em quatro eixos: desenvolvimento econômico e regionalização (250 inicativas); segurança jurídica e cidadã (151 iniciativas); desenvolvimento humano e social (125 iniciativas); e modernização da gestão e aceleração da eficiência pública (121 iniciativas).

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Para o desenvolvimento econômico, o governo propõe a regionalização do planejamento e do orçamento através de alianças com os municípios.

O plano para a Segurança estabelece como prioridades a prevenção de crimes através de ações de desenvolvimento humano e social, o aumento de recursos para ações investigação, o fortalecimento da produção de provas, além da qualificação e integração dos efetivos. O documento defende ainda o combate à corrupção e a atração de investimentos da iniciava privada para o setor da segurança.

Em relação ao desenvolvimento humano e social, o plano informa que "o assistencialismo será limitado à parcela da população necessitada". Defende ainda a implantação de escolas militares e o "resgate de valores cívicos da sociedade". O documento também propõe a integração de educação com programas de saúde, proteção à infância, geração de renda e emprego, combate à exclusão digital e promoção das atividades esportivas, de lazer e culturais.

Para a modernização da gestão, Witzel propõe remodelar os processos de planejamento e orçamento, compras e contratações, transportes, patrimônio e gestão de pessoas. O plano também defende a contenção de despesas, através do uso da tecnologia na gestão pública e de um melhor aproveitamento do capital humano do Estado. O objetivo, de acordo com a documento, é "aumentar a arrecadação, fortalecer a saúde fiscal do Estado e a participação social nas ações governamentais". O plano fala ainda em diversificar a matriz econômica e as receitas do Rio de Janeiro para atrair investidores nacionais e internacionais e superar a crise financeira dos últimos anos. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira