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Após ataques, empresa altera itinerário de ônibus; RJ tem 2 coletivos incendiados a cada 5 dias

Número de carros queimados chega a 51 e ultrapassa total registrado em 2016

Rio de Janeiro|Do R7

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Quatro ônibus foram incendiados na avenida Brasil nesta terça (2)
Quatro ônibus foram incendiados na avenida Brasil nesta terça (2)

O número de ônibus destruídos por ações criminosas no estado do Rio em 2017 já superou o total registrado em todo o ano passado. Desde janeiro, 51 coletivos foram incendiados, uma média de dois a cada cinco dias. Somente na manhã desta terça-feira (2), nove ônibus foram queimados na Rodovia Washington Luiz, Baixada Fluminense, na avenida Brasil e na rua Bulhões Marcial, em Cordovil, zona norte do Rio. Segundo a polícia, a ação teria sido uma tentativa de desviar a atenção da Cidade Alta, onde uma operação terminou com 45 suspeitos presos.

Após os ataques nas principais vias expressas do Rio, a viação Reginas optou por mudar temporariamente o itinerário das linhas. A empresa, que no ataque desta terça teve três carros atingidos, deixou de circular pela avenida Brasil e seguia o trajeto pela Linha Vermelha. Por telefone, o diretor da empresa Bruno Teixeira Xavier disse que os ônibus voltariam a operar no trajeto original quando tivesse certeza sobre a segurança dos passageiros e rodoviários da concessionária. Segundo ele, os coletivos devem retornar a operar normalmente ainda nesta tarde. De acordo com o balanço da viação, quase 20 ônibus da empresa foram destruídos no último ano. O diretor da viação destacou a banalização dessas ações no estado.


— Queimar ônibus no Rio virou uma coisa do dia a dia, queimou mais um ônibus, mais outro, banalizou. Um tensão nossa é se coloca o carro rodando atendendo a população ou se tira. É sempre uma dúvida muito complicada — contou Bruno Xavier.

As empresas Trel e Jurema, que também tiveram carros atingidos no ataque desta terça, não tiveram alteração nos itinerários. A viação Trel, que circula entre Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e a cidade do Rio, informou que desde julho do ano passado nove veículos da empresa foram destruídos. A empresa Jurema, que também opera entre a Baixada e a capital fluminense, teve sete ônibus destruídos desde o ano passado, dois deles no ataque registrado nesta terça.


O vandalismo contra os coletivos já provocou prejuízo de R$ 22 milhões apenas este ano. O dado é da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), que estima prejuízo superior a R$ 40 milhões desde 2016, quando 43 veículos foram incendiados. O custo aproximado para reposição de um ônibus com ar-condicionado é de R$ 450 mil.

Em nota, a federação destacou que os coletivos destruídos não serão repostos e, consequentemente, irão prejudicar os passageiros das linhas atingidas.


"Diante dos graves efeitos da crise financeira sobre as empresas, que sofrem com a redução da atividade econômica e o aumento do desemprego, os ônibus destruídos não serão substituídos. Vale destacar que não há seguro disponível para esse tipo de sinistro, obrigando as empresas a arcar com todo o prejuízo".

Diante do aumento da violência praticada contra os veículos, as empresas de ônibus que operam no Estado do Rio decidiram: 


1) Recorrer à Justiça em busca de reparação aos graves prejuízos causados ao setor;

2) Prestar queixa-crime contra todos aqueles que participarem ou estimularem atos de vandalismo;

3) Paralisar a circulação dos ônibus sempre que a segurança de passageiros e rodoviários estiver em risco, e comunicar a decisão ao Ministério Público Estadual.

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