Após atraso da Polícia Civil, PMs convocados para reconstituição do caso Amarildo são dispensados
Segundo advogado de policiais, liberação foi ordem do Estado Maior da PM
Rio de Janeiro|Do R7
Os 20 policiais militares convocados para participar da reconstituição do caso Amarildo, na Rocinha, zona sul do Rio, foram dispensados pelo Estado Maior por volta das 16h deste domingo (1º). A reprodução simulada estava marcada para as 15h, mas os agentes da Divisão de Homicídios só chegaram à favela às 16h15, 15 minutos após os PMs deixarem a comunidade. As informações foram passadas pelo advogado Marcos Espínola, que representa quatro dos policiais militares suspeitos pelo sumiço do ajudante de pedreiro.
Às 17h, de acordo com a assessoria da Polícia Civil, policiais da DH, incluindo o delegado Rivaldo Barbosa, continuavam na comunidade, mas a reconstituição ainda não havia sido iniciada.
MP pede afastamento de PMS
Na quinta-feira (29), o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) encaminhou à Justiça proposta de ação civil pública contra cinco policiais militares suspeitos pelo desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo Dias, que foi visto pela última vez no dia 14 de julho, quando foi levado por PMs da UPP da Rocinha para averiguação.
O documento elaborado pela promotoria pede o afastamento imediato, com perda de distintivo e armas, e a expulsão dos policiais Edson Santos (comandante da UPP), Rodrigo da Silva, Douglas Vital Machado, Rafael Adriano de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista por improbidade administrativa.
Na quarta-feira (28), a Polícia Militar anunciou que o comandante da UPP Rocinha, major Edson Santos, deixará o cargo. Um dos fatores que contribuíram para a troca do comandante foi a justamente a denúncia de moradores da comunidade de que ele estaria relacionado ao desaparecimento de Amarildo Dias.
A polícia investiga a relação dos PMs com o crime.















