Após autuar comitê, Procon fiscaliza Parque Olímpico nesta terça
Órgão quer verificar se determinações do Código do Consumidor estão sendo cumpridos
Rio de Janeiro|Do R7

O Procon do Rio de Janeiro vai fazer, nesta terça-feira (9), uma fiscalização nos estabelecimentos comercais do Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Segundo o órgão do governo do Estado, o objetivo é verificar se as determinações do Código de Defesa do Consumidor estão sendo cumpridos. A fiscalização faz parte da Operação Mutley, que ações nos locais onde são realizadas provas dos Jogos Olímpicos.
Na segunda-feira (8), o órgão informou que autuou o comitê organizador das Olimpíadas por problemas ocorridos no primeiro fim de semana de competições. O Procon aponta que um dos principais transtornos foram as longas filas para entrar nas arenas. No Parque Olímpico da Barra, por exemplo, a fila passou de 1 km de extensão, segundo o órgão. Espectadores chegaram a perder o início de alguns jogos.
o Procon informou que, no Parque de Deodoro, havia apenas uma máquina de raio-X para a vistoria dos torcedores no sábado (6), o que atrasou a entrada. No domingo (7) os espectadores levaram duas horas para entrar na Arena de Rugby.
Na Barra e em Deodoro, foram registrados problemas também com a oferta de comida, grandes filas e alimentos acabando nos pontos de venda antes do término dos eventos. Segundo Procon, houve relatos de que alguns quiosques não tinham troco. No Sambódromo e no Maracanãzinho, a situação foi ainda pior, pois nem lanchonete havia nestes locais, segundo o órgão.
De acordo com a autuação do Procon Estadual, apesar de ter dimensão do tamanho do evento e do número de pessoas que ele atrairia, os organizadores não se preocuparam em suprir a demanda dos consumidores — tanto no acesso ao local quanto na oferta de alimentos. Os torcedores pagaram para assistir à integralidade das partidas e acabaram prejudicados por problemas no acesso às arenas.
O comitê organizador dos Jogos tem 15 dias úteis, contados a partir do recebimento da notificação, para apresentar a sua defesa. Caso o prazo não seja cumprido ou os argumentos não sejam aceitos pelo Procon Estadual, o comitê será multado. O valor máximo da multa, previsto pelo Código de Defesa do Consumidor, chega à casa dos R$ 9 milhões.















