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Arquidiocese diz que vai apurar invasão de igreja no centro do Rio durante confronto entre PMs e servidores

Segundo a PM, igreja São José foi invadida "para coibir a ação de manifestantes violentos"

Rio de Janeiro|Do R7

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PM atira contra os manifestantes da janela de igreja no centro
PM atira contra os manifestantes da janela de igreja no centro

A Arquidiocese do Rio de Janeiro informou na tarde desta terça-feira (6) que vai apurar a invasão da igreja São José, no centro do Rio de Janeiro, durante o protesto contra o pacote de ajuste fiscal do governo estadual em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Em nota, a administração apostólica disse que “em face do contexto atual que marca o Estado do Rio de Janeiro, importa [que] as soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz”.


A primeira votação dos projetos do pacote de austeridade do governador Luiz Fernando Pezão foi marcada por um confronto entre PMs e servidores que protestavam em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj.

No começo da tarde desta terça-feira (6), policiais militares dispersaram a manifestação com bombas. O entorno da Casa Legislativa se transformou numa praça de guerra, com policiais lançando bombas e manifestantes, fogos de artifício. PMs usaram as janelas igreja de São José para atacar manifestantes. Os servidores fizeram barricadas e atearam fogo em entulhos e pedaços de madeira no meio da rua.


Por meio de nota, a PM informou que manifestantes investiram contra as grades de proteção da Alerj, com lançamento de bombas de fabricação caseira e rojões. Segundo a corporação, essa ação feriu 12 PMs em serviço. Um deles teve um ferimento próximo ao olho, ocasionado pela explosão de um morteiro. Os policiais estão sendo socorridos no ambulatório da Alerj.

A corporação justificou o uso da igreja "para coibir a ação de manifestantes violentos no interior e no entorno da igreja. O ponto necessário para conter os manifestantes foi o segundo andar do prédio, que proporcionou a visualização da manifestação aos policiais, através das janelas".


De acordo com o último balanço do Centro de Operações Rio, divulgado às 16h37, o trânsito no centro da cidade foi afetado pela manifestação na Alerj. No horário, estavam interditadas a rua Primeiro de Março; a pista lateral da avenida Presidente Antônio Carlos, sentido Candelária, a partir do Fórum; a pista lateral da avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, a partir da avenida Passos; avenida Nilo Peçanha e avenida Rio Branco, a partir da Presidente Vargas. 

O VLT (Veículo Leve sob Trilhos) teve a operação interrompida por conta de manifestação próxima às paradas Carioca e Sete de Setembro. Por volta de 15h30, a circulação do transporte foi normalizada, mas voltou a ser interrompida cerca de uma hora depois. De acordo com o consórcio que administra o transporte, o VLT está com serviço provisório no trecho Parada dos Navios - Rodoviária.


Íntegra da nota da Arquidiocese do Rio:

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em face da utilização da Igreja São José, da Irmandade do Glorioso Patriarca São José, para uma ação relacionada aos protestos desta manhã, informa que buscará apurar os fatos. Destaca que, em face do contexto atual que marca o Estado do Rio de Janeiro, importa as soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz.

Deputados aprovam projetos do pacote de Pezão

Em meio à confusão durante os protestos, a Alerj aprovou na tarde desta terça os dois primeiros projetos do pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo estadual. Pezão e o vice Francisco Dornelles, além dos secretários e subsecretários, terão os salários reduzidos em 30%. A criação de um modelo de intimação eletrônica para cobranças da Fazenda Estadual também foi aprovada pelos parlamentares.

Os parlamentares ainda aprovaram hoje duas medidas de cortes de gastos propostas pela Mesa Diretora da Alerj. Com a decisão, fica proibida a realização de sessões solenes à noite, fora do horário de expediente, e será extinta a frota de carros oficiais da Casa Legislativa. Os deputados esperam economizar R$ 26 milhões.

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