Artistas do Municipal do Rio farão ato por valorização
Manifestação está marcada para as 12h de quarta-feira (16) e promete ser pacífica
Rio de Janeiro|Do R7

Testemunha de 13 protestos desde junho, a escadaria do Theatro Municipal do Rio será cenário nesta quarta-feira, 16, de uma manifestação dos funcionários da casa. Cerca de 400 devem participar, de acordo com os organizadores. Eles pedem a valorização dos corpos artísticos fixos (orquestra, balé e coro), a realização de concursos públicos nas áreas técnica, administrativa e artística (hoje, muitos postos são ocupados por terceirizados) e investimento na programação do teatro.
A "manifestação cultural em defesa do Theatro Municipal" está convocada para o meio-dia. Diferentemente dos atos que tomam o centro, os funcionários não são contra o governador Sérgio Cabral (PMDB): somente se opõem à gestão da presidente Carla Camurati na Fundação Theatro Municipal, como informou a instrumentista Jesuina Passaroto.
— Não queremos que seja um ataque ao governador, pois ele tem dado apoio ao teatro. Se percebermos algo nesse sentido, vamos avaliar. Nossa preocupação é ele sair do cargo no fim do ano (em favor do vice-governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, que deve concorrer ao posto em 2014).
Músicos, cantores e bailarinos se sentem subutilizados. Reclamam do número baixo de óperas e balés e também das poucas récitas marcadas. Dizem que os eventos que ocupam o teatro mediante pagamento de aluguel têm privilégio na agenda em detrimento das óperas, concertos e balés.
Pedro Olivero, representante do conjunto vocal, disse que, "na orquestra, há 59 vagas e só 39 foram abertas para concurso. No coro, são 42 vagas, mas só abriram 22". Ele lembrou que a Lei 3.741, de 2001, que dispõe sobre a reestruturação do quadro permanente do teatro, não é cumprida. Jessuina Passaroto fez coro à reclamação.
— Concurso na área administrativa não é feito desde 1988. Nos corpos artísticos, desde 2002. O teatro deveria ter cerca de 700 funcionários, mas tem 400.















