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Baixa adesão não afeta otimismo de grevistas no Rio

Para líder do grupo dissidente, movimento não está enfraquecido

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Passageiros enfrentaram filas no centro do Rio pela manhã
Passageiros enfrentaram filas no centro do Rio pela manhã

O grupo dissidente que está à frente da paralisação dos rodoviários no Rio avaliou que houve de adesão 30% da categoria. Hélio Alfredo Teodoro, um dos líderes do grupo, disse que apesar da baixa participação, a greve que termina às 23h59 desta quarta-feira (28) é positiva.

— Não foi 100% de adesão mas, para a gente, ainda é positiva.


Para o rodoviário, o pequeno envolvimento na paralisação foi provocado por uma questão econômica.

— O movimento não está enfraquecido; o que se trata é que estamos em final de mês, o pessoal sem dinheiro.


Segundo ele, quem está rodando [trabalhando] com os ônibus não terá descontos no pagamento, que seria feito caso ficasse parado, e ainda pode manter o emprego.

Hélio Alfredo Teodoro disse que se a paralisação for considerada abusiva, conforme defende o Rio Ônibus (sindicato das empresas), isso ocorrerá por falta de negociação.


—Eles têm o poder de pedir ao sindicato para negociar com a classe, mas eles não fazem isso.

O rodoviário contestou a análise do presidente do Rio Ônibus, Lélis Teixeira, que considerou o movimento dissidente sem legitimidade, e ainda colocou em dúvida a força política do grupo que perdeu a presidência do sindicato. Hélio Alfredo explicou que até a última eleição, que ocorreu no ano passado, os dissidentes concordavam com o comando do grupo eleito.


— Naquela época, nós acreditávamos no sindicato. Hoje não acreditamos mais.

O líder dissidente acrescentou que na segunda paralisação da categoria nos dias 13 e 14 deste mês a área mais atingida com a falta do serviço foi a zona oeste, mas hoje a greve se espalhou por várias áreas da cidade.

— Todas as empresas tiveram carros retidos. Continuamos fazendo piquetes nas portas de garagens.

Ele destacou que até o fim da manhã não havia registro de ônibus quebrados, como aconteceu nas paralisações anteriores. A primeira foi no dia 8.

— Pedimos para não quebrarem carros.

A Rio Ônibus informou que até as 16h nenhum coletivo foi depredado e que 90% da frota circulava normalmente.

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