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Bebê morre após parto e mãe acusa hospital de descaso 

A gestante foi induzida ao trabalho de parto normal com pressão alta 

Rio de Janeiro|Do R7

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Daniele disse que os médicos não deram importância ao choro do bebê
Daniele disse que os médicos não deram importância ao choro do bebê

Uma gestante perdeu o bebê logo após dar à luz no hospital Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste, onde os médicos decidiram iniciar trabalho de parto normal na mulher, com pressão alta. Daniele de Azevedo lembra que a filha chorava por não conseguir sugar leite do peito dela.

Em 6 de junho, os médicos do estabelecimento internaram a mulher, com 39 meses de gestação. Sem contrações ou sinal de parto, Daniele ficou sob observação de uma médica, que a informou sobre a realização de uma cirurgia cesariana, no dia seguinte, caso a pressão dela não baixasse.


Com mudança do plantão da noite, o profissional responsável por cuidar da gestante não procedeu da forma combinada. De acordo com Daniele, o médico pediu para ela tirar a calcinha e abrir as pernas.

— Ele disse para mim: “Está vendo este comprimido? Então, eu vou colocá-lo em você para entrar em trabalho de parto. Sua pressão está alta e seu filho tem que nascer. A gente tem que tentar da forma natural” — lembra Daniele.


O bebê nasceu dezesseis horas após a indução do parto, com dificuldade de sugar leite do peito da mãe. Daniele afirma que os médicos ouviram o choro da filha e não visitaram o quarto. Inconformada, ela caminhou até o banco de aleitamento da unidade médica, onde os profissionais constataram a presença de manchas roxas no corpo da criança.

Encaminhada para uma sala pediátrica, a médica descobriu um buraco na altura do pulmão da bebê, levada à UTI da unidade. Daniele lembra que, nesse momento, enfaixaram a cabeça da filha e pegaram uma seringa para aplicar a agulha na veia da menina. Com o sangue marrom, a bebê morreu ao meio dia.


De acordo com Daniele, os médicos informaram que a filha dela havia morrido por contaminação de uma doença pelo cordão umbilical. Realizados exames médicos, ela pôde confirmar a ausência de qualquer tipo de enfermidade no organismo dela.

Depois de ameaçar acionar a polícia, o hospital levou a criança ao IML (Instituto Médico Legal). Segundo laudo inicial do instituto, a recém-nascida morreu de broncoaspiração. Daniele não se conforma com a morte da filha.


— Por questão de 10 minutos, se uma pediatra tivesse aspirado minha filha, ela estaria aqui — lamenta.

Assista ao vídeo:

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