Beltrame diz que novo escândalo não atinge comandante-geral da PM
A operação Ave de Rapina prendeu nesta quinta 16 PMs suspeitos de elo com traficantes
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que as investigações sobre a Operação Ave de Rapina, deflagrada nesta quinta-feira (9), não atingem o comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luis Castro Menezes, que permanecerá no cargo.
Segundo Beltrame, o comando da corporação não sabia das investigações que levaram à prisão do ex-comandante do Batalhão da Ilha do Governador (17º BPM), tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel. O secretário informou que não "cometerá nenhuma injustiça com seus comandados".
Ainda durante uma entrevista coletiva no fim da manhã desta quinta, Beltrame afirmou que a finalidade dessas ações é mostrar que está sendo desenvolvido um trabalho sério na Secretaria Estadual de Segurança.
— O que interessa é que nós não estamos aqui para passar a mão na cabeça de ninguém, mas também não vamos cometer injustiças, nem antecipar qualquer tipo de juízo. Nosso compromisso é mostrar para a população que há um trabalho sério. Esse é meu compromisso até 31 de dezembro, quando termina o governo.
A operação Ave de Rapina resultou na prisão de 16 policiais militares. Eles são acusados de sequestrar traficantes do morro do Dendê, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, e exigir R$ 300 mil para libertá-los. Além do ex-comandante, foi detido o chefe da 2ª Seção do Batalhão, tenente Vítor Mendes da Encarnação. Eles tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça e, por ordem judicial, foram afastados das funções.
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