Bicheiro alterou trajeto de viagem antes de ser preso na Colômbia
Bernardo Bello foi localizado no sábado (29) em ação com apoio da Interpol. Ele pode voltar para o Brasil por meio de extradição
Rio de Janeiro|Inácio Loyola*, do R7, com Felipe Batista, da Record TV Rio

Os promotores do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) afirmaram, nesta segunda-feira (31), que o contraventor Bernardo Bello alterou o trajeto de viagem antes de ser preso em Bogotá, na Colômbia.
Representantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), da Polícia Civil, da Polícia Federal e da Interpol realizaram uma entrevista sobre a ação que ocorreu no sábado (29).
Bernardo Bello embarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 8 de janeiro com destino a Dubai. Ele voltaria para São Paulo no dia 25 de janeiro, mas duas horas antes do embarque as passagens foram canceladas.
O bicheiro estava acompanhado da namorada e de crianças na viagem. As passagens canceladas custavam em torno de R$ 30 mil e eram de primeira classe em uma das companhias aéreas mais caras do mundo.
A mudança de planos deixou as autoridades que estavam monitorando o contraventor em alerta. A PF informou que teve que agir com rapidez para incluir o criminoso na lista vermelha da Interpol.
Bernardo Bello comprou uma passagem de última hora para Amsterdã, na Holanda, e ficou alguns dias naquele país antes de viajar para Bogotá. Ele chegou a realizar um trajeto terrestre na Colômbia.
Apesar de a investigação considerar que houve uma tentativa de fugir das autoridades, os promotores disseram acreditar que Bernardo não sabia do mandado de prisão.
O bicheiro segue detido na Colômbia, e não há previsão de retorno ao Brasil. A defesa pediu um habeas corpus para que ele voltasse por conta própria para se entregar às autoridades brasileiras.
O MP esclareceu que o único meio de Bernardo Bello voltar para o Brasil é por meio da extradição.
Em nota, a defesa afirmou que Bernardo Bello é inocente e que ele sempre esteve à disposição das autoridades brasileiras. O advogado Fernando Augusto Fernandes disse que vai requerer a soltura por habeas corpus.
Execução de Bid
Durante a coletiva, as autoridades deram mais detalhes sobre o atentado praticado na madrugada de 25 de fevereiro de 2020, na Barra da Tijuca, que resultou na morte de Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid.

Bernardo Bello foi denunciado pelo Ministério Público como autor intelectual do ataque. Ele se sentia ameaçado com a possível perda de pontos de jogo do bicho na cidade do Rio de Janeiro.
Outros dois homens envolvidos, conhecidos como Mad e Tonhão, também tiveram a prisão preventiva decretada. Eles já estão presos desde 2020 e seriam integrantes do grupo de matadores conhecido como Escritório do Crime
A polícia procura pelo executor dos tiros, que segue foragido.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















