Bienal do Livro do Rio cresce 40 mil m², lota e público pede mais espaço
No primeiro fim de semana, o evento registrou recorde de vendas e ingressos esgotados
Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

Grandes nomes da literatura, novas atrações e promoções estão atraindo o público para a Bienal do Livro do Rio 2025, no Riocentro, na zona oeste da capital. Os visitantes comemoram o crescimento do evento, mas sentem que corredores e estandes estão mais disputados.
No primeiro fim de semana, a Bienal registrou recorde de vendas, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Os ingressos esgotaram no sábado (14).
A estudante Leandra Ferreira, de 22 anos, contou ter voltado ao evento nesta quarta-feira (18), com o sobrinho, de 11, porque não conseguiu ver tudo o que queria no dia de maior público.

“Estava difícil para andar. Não acho que precise reduzir os ingressos, mas, talvez, [pensar em] um lugar com maior capacidade. Agora, como é um evento mais conhecido, deveria ser em um local mais apropriado”, disse.
Os primos Yasmin e Vitor Martins, ambos de 18 anos, também perceberam a feira mais cheia, mas viram vantagens nas promoções de livros:
“Para mim, o ponto alto é o preço. E o baixo, a lotação”, disse a jovem.
A expectativa da Bienal é a de receber 600 mil visitantes nos 10 dias do evento — que termina neste domingo (22). Segundo os organizadores, o espaço foi adaptado para receber o número de pessoas esperadas. Comparada à última edição, a área aumentou de 90 mil m² quadrados para 130 mil m². O pavilhão 5 foi incluído para ser usado na estrutura de apoio. Além disso, cresceram os espaços externos.
Parque literário

A estudante Letícia Balesteros, de 15 anos, curtiu uma das novidades da Bienal: a roda-gigante. Ao lado da mãe e de uma amiga, ela contou que esperou cerca de 20 minutos na fila para acessar a atração e valeu a pena:
“Foram três voltas. As cabines são temáticas. Dentro, tem o livro e a editora. Se você não conhece, é até legal para conhecer uma história diferente”, contou.
Acompanhada da família, a teóloga Andrea Novaes, de 46 anos, também aproveitou o brinquedo na área externa. No dia em que o termômetro bateu 30 °C na cidade, ela elogiou a distribuição de água no evento e o maior número de opções na praça de alimentação.
“Alguns preços estão um pouquinho altos. Mas, como existem outras alternativas, muitas pessoas trazem o lanchinho de casa”, disse.
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