Bope apreende armas e drogas na zona oeste do Rio após mortes de policial e suspeitos
O sargento Marco Antônio Gripp era policial militar há 27 anos e estava havia 11 no Bope
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Militar informou que foram apreendidas armas de grosso calibre, munições e grande quantidade de drogas na comunidade da Covanca, na zona oeste do Rio, onde foi realizada uma operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) nesta sexta-feira (20). O sargento Marco Antônio Gripp morreu em troca de tiros com criminosos. Dois suspeitos também morreram, sendo que um deles, conhecido como Xuxa, era apontado como o número dois na hierarquia do complexo do Lins.
Os policiais prenderam dois supostos traficantes identificados como Emerson Lopes Farias, de 24 anos, e Jeferson Gomes Farias, de 19. Três menores de idade foram apreendidos.
O sargento Marco Antônio Gripp era policial militar há 27 anos, sendo que nos últimos 11 estava no quadro do Bope. O enterro será realizado em Nova Friburgo, na região serrana do Rio, neste sábado (21), às 16h. Outros dois policiais do Bope também foram atingidos no tiroteio, mas não correm risco de morte.
Os policiais apreenderam grande quantidade de maconha, embalada em trouxinhas (870), barrinhas (70) e sacolés (157), além de 19 papelotes de cocaína, cinco frascos de cheirinho da loló e uma balança de precisão. Foram encontrados ainda dois fuzis, duas pistolas, uma espingarda, carregadores, uma granada, e 156 munições de diversos calibres. Seis motos e um carro roubados foram recapturados.
Os presos e os materiais apreendidos foram levados para a Delegacia de Campinho (28ª DP).
Objetivo da operação
Segundo a corporação, o objetivo da operação era combater o tráfico de drogas e de armas após a divulgação de fotos de traficantes exibindo fuzis na internet em um campo de futebol na comunidade.
O porta-voz do Bope, major Ivan Blaz, disse que a quadrilha estava morando em uma área de mata, cuja localização é estratégica para o tráfico por dar a acesso a regiões como Tijuca, Méier, Quintino e Praça Seca. Ele definiu a ação como "uma missão fundamental para a segurança do Rio".
— [A operação] não tem data para acabar. Queremos tirar esses marginais de circulação hoje.
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