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Cabral negociou propina de empreiteira dentro do Palácio Guanabara, diz delator

Segundo jornal, executivo disse que Cabral recebia percentual de toda obra da empresa

Rio de Janeiro|Do R7

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Sérgio Cabral pediu propina dentro da sede do governo, disse delator
Sérgio Cabral pediu propina dentro da sede do governo, disse delator

Em depoimento da Operação Lava-Jato, o executivo Rogério Nora de Sá, um dos delatores da Andrade e Gutierrez, declarou que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) pediu propina dentro do Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, quando estava à frente do executivo estadual. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o empreiteiro disse que, na reunião, estavam outro executivo da empresa e Wilson Carlos, braço direito e secretário da gestão de Cabral.

No depoimento divulgado pela publicação, Sá diz que na reunião foi dito que "Wilson Carlos é que coordenaria essa divisão das obras e que sobre essas obras haveria um pagamento de 5% sobre as faturas das obras que as empresas executassem".


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Outro executivo da empresa, Alberto Quintaes, afirmou ao juiz Sérgio Moro, que toda obra da empreiteira do Rio tinha um percentual de propinas para o ex-governador, segundo o jornal.


“Quando eu entrei na construtora para assumir o Estado do Rio de Janeiro (2006), tinha algumas obras em andamento e eles me passaram, o João Marcos (ex-chefe) me passou uma planilha que ele tinha um controle, e não me lembro exato de cabeça todas, mas que todo faturamento feito dele tinha um percentual”, afirmou Quintaes. Segundo o executivo, o percentual seria a propina referente a cada obra.

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Em um dos alvos do processo, Quintaes disse que as siglas anotadas se tratavam das obras e dos percentuais de propinas destinadas ao ex-governador. Da obra do Maracanã, por exemplo, 5% foram encaminhados para Cabral. Ele confirmou também 7% de propinas na obra do Mergulhão de Caxias, 5% do metrô de Copacabana, 3% do Complexo de Manguinhos. Também confirmou propinas do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Sérgio Cabral é réu em ações penais abertas no Rio e em Curitiba. No processo aberto por Moro, Cabral é acusado pelo acerto de R$ 2,7 milhões de propinas com a Andrade Gutierrez nas obras do Comperj, conforme publicou o jornal.

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