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Casal gay é ameaçado e agredido por motorista de app armado no Rio

Jovens registraram caso na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Comissão de Direitos Humanos da OAB foi acionada

Rio de Janeiro|Karolaine Silva, do R7*

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Jovem teve braço imobilizado após levar rasteira
Jovem teve braço imobilizado após levar rasteira

Um casal registrou queixa na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), região central do Rio de Janeiro, na quinta-feira (25), após ter sido vítima de ameaça e agressão por um motorista de aplicativo armado com um revólver.

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Em entrevista ao R7, o roteirista Célio Porto disse que ele, o namorado e a mãe de 70 anos acionaram o serviço de transporte em Botafogo, na zona sul, com destino à Praça Quinze, no centro.

Durante o trajeto, Célio disse ter estranhado o comportamento do condutor:


“Sentimos ele [o motorista] muito agressivo. Ficava batendo no volante, mostrando que estava incomodado com algo”, contou Célio.

Quando chegaram na Praça Quinze, Célio pediu que o motorista parasse poucos metros à frente do combinado, pois a mãe precisava ir a uma farmácia.


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O motorista se negou, e o roteirista fez uma reclamação:

“Quando estava saindo do carro o chamei de mal-educado. Então, ele abriu a janela do copiloto e me chamou de “viadinho”. Minha mãe foi para a janela e começou a falar com ele. Eu fui também e levei um tapa no rosto”, contou Célio.


O roteirista ainda relatou que se afastou do veículo, mas o motorista seguiu a discussão e intimidou os três com uma arma. 

“Ele [o motorista] saiu do carro com uma arma e apontou direto para o peito da minha mãe. Fui puxando o Filipe, porque sabia que a gente era o foco. Ele deu uma rasteira no meu namorado e uma coronhada com o revólver na minha cabeça”, afirmou Célio. 

A Polícia Civil afirmou que o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e injúria.

O casal também procurou a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 

Em nota, a Uber disse que “considera inaceitável qualquer forma de violência e de discriminação em viagens pelo aplicativo.” Ainda segundo a prestadora de serviço, o motorista citado foi desativado do app.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira 

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