Caso Amarildo: Divisão de Homicídio volta à Rocinha e ouve mais testemunhas
Quatorze PMs foram ouvidos pelo o delegado titular do caso na tarde da segunda-feira (5)
Rio de Janeiro|Do R7

O delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, irá ouvir nesta terça-feira (6), na Rocinha, testemunhas que possam ajudar a esclarecer o desaparecimento de Amarildo de Souza. O pedreiro não é visto há mais de 20 dias, desde que foi abordado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na comunidade da zona sul do Rio.
Na segunda-feira (5), o delegado ouviu os depoimentos de 14 policiais militares, incluindo o do soldado Juliano da Silva Guimarães. Em depoimento, Guimarães disse que o seu tio, motorista de caminhão de lixo, teria sido obrigado por traficantes a levar um corpo para o lixão do Caju, região portuária do Rio.
O pedreiro Amarildo desapareceu em 14 de julho, depois de ser levado por soldados da PM à sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha para esclarecimentos. O comandante da unidade, major Edson dos Santos, alegou que ele foi ouvido e liberado em seguida, mas Amarildo permanece desaparecido. Investigações indicam que as câmeras da UPP estavam desligadas no momento que supostamente Amarildo saiu do local, e que os GPS das três viaturas da PM estavam desligados.
A família do pedreiro não acredita que ele ainda esteja vivo. O advogado da família já pediu na Justiça declaração de morte presumida. Com isso, a mulher de Amarildo pretende pedir indenização ao Estado pela tragédia.
O sumiço que provocou uma série de protestos tanto da comunidade quanto durante manifestações de rua, no Rio e até em São Paulo, com a frase "Cadê Amarildo?" estampada em faixas e cartazes, além de amplamente divulgada nas redes sociais.















