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Caso Amarildo: réus prestam depoimento em audiência nesta quarta

O interrogatório vai começar às 10h na 35ª Vara do Tribunal de Justiça do Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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25 réus respondem ao processo do caso Amarildo; 12 estão presos e 13 aguardam pela sentença em liberdade
25 réus respondem ao processo do caso Amarildo; 12 estão presos e 13 aguardam pela sentença em liberdade

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro retoma, nesta quarta-feira (8), o interrogatório dos réus do caso Amarildo. A sessão vai começar às 10h na 35ª Vara Criminal. Há 25 policiais militares acusados neste processo, todos da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul do Rio, onde teria ocorrido o crime, em julho do ano passado.

Doze réus estão presos e 13 respondem em liberdade. Eles são acusados de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha. Na última audiência, na semana passada, três foram ouvidos: o major Edson Santos, que, na época do desaparecimento comandava a UPP da Rocinha, e os policiais Luiz Felipe de Medeiros e Douglas Vital.


Em depoimento, o major Edson Raimundo dos Santos manteve a versão de que apenas verificou a documentação de Amarildo no dia 14 de julho do ano passado e o dispensou, por não ter nenhum registro ou mandado contra ele.

O major foi o primeiro réu no processo a prestar depoimento diante da juíza Daniella Alvarez. Ele disse que Amarildo compareceu à UPP naquela noite, levado pelo soldado Douglas Roberto Vital Machado, e em seguida o ajudante de pedreiro se encaminhou para a escadaria que tem perto à base da UPP.


— Lembro de ter recebido das mãos do Amarildo uma Carteira de Trabalho e vários contracheques, era um calhamaço de papel, o que não é comum, normalmente as pessoas só entregam a identidade. Falei com ele, chequei os documentos com a lista de mandados que eu tinha, disse para o Vital liberar porque não tinha nada contra ele. Vi o Amarildo pegando o caminho e indo na direção do muro que vai dar na escada que desce para a Adioneia. Não dá para ver se ele desceu a escada, porque o local é escuro. Ele estava de bermuda, chinelo e sem camisa.

Santos disse que não conhecia Amarildo, mas havia tido contato anterior ao caso com a esposa dele, Elisabete Gomes da Silva, e quatro filhos dele. Segundo o major, Elisabete passava informações sobre traficantes para a polícia e também pegava doações de comida na UPP.


No interrogatório, que começou por volta das 16h e não havia terminado até as 19h30, Santos disse como chegou ao comando da UPP da Rocinha, falou do mapeamento que fez na comunidade e os preparativos e as ações da Operação Paz Armada, que estava em andamento na semana do desaparecimento de Amarildo de Souza. Também disse que não teve um bom relacionamento com o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios, que comandou o inqúerito no início.

— Nós pegamos a filmagem da câmera da Adioneia e entreguei para o doutor Rivaldo, mas ele não deu atenção e depois me perguntou sobre a filmagem. Passei outras informações para o doutor Rivaldo, mas ele não deu importância, então eu não tinha mais confiança de mandar ninguém que tinha uma informação nova para a delegacia.

O major disse também que repassou para Barbosa as filmagens das 80 câmeras da Rocinha no período solicitado. Também hoje foram ouvidas as três últimas testemunhas de defesa: um técnico que fez o concerto das câmeras que haviam parado de funcionar no dia 14 de manhã, dia do desaparecimento, um domingo, motivo pelo qual o conserto não teria ocorrido imediatamente, e duas pessoas que tiveram contato profissional com Douglas Roberto Vital Machado antes de ele entrar para a Polícia Militar.

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