Caso Cláudia: policiais envolvidos em morte farão serviços administrativos até julgamento
Família da vítima informou que teme pela soltura e que são contra a decisão da Justiça
Rio de Janeiro|Do R7

Os três policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de Cláudia da Silva Ferreira, de 38 anos, baleada e arrastada por 350 m em viatura da PM, ficarão afastados do policiamento nas ruas até a conclusão das investigações, segundo informou a Polícia Militar. No périodo, os agentes farão serviços administrativos.
Os militares deixaram nesta sexta (21) o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Segundo o advogado da família, João Tancredo, os parentes da vítima não compreendem a decisão judicial e se sentem inseguros.
O viúvo e uma filha de Cláudia prestaram depoimento à polícia nesta sexta. Uma reconstituição deve ser feita na semana que vem.
Na quinta-feira (20), Ministério Público do Rio disse concordar com o pedido de liberdade feito pela defesa dos suspeitos, detidos desde o dia 16. A defesa dos PMs alegou que não há necessidade de eles ficarem detidos com as investigações ainda em andamento. Na decisão, a juíza citou fatos relatados no auto de prisão em flagrante.
O documento diz que os PMs decidiram transportar Cláudia no porta-malas por terem sido hostilizados por moradores da comunidade. A magistrada conclui que, a partir das imagens, não é possível saber se os PMs tinham ciência de que a mulher estava sendo arrastada.















